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Casa do Jongo une forças e reabre as portas no sábado, dia 31


Depois de fechar, temporariamente, as portas por falta de recursos públicos e privados, a Casa do Jongo voltará às atividades, com uma programação recheada de muita música e personalidades ligadas à causa, neste 31 de março. “Estamos reabrindo a Casa somente com o recurso que temos da Benfeitoria, o que não paga todas as nossas despesas. Mas, nos juntamos para enfrentar mais essa batalha, porque nossas crianças não podem ficar sem os projetos que oferecemos. Vamos abrir as portas com a ajuda e participação de muitos amigos” conta Tia Maria, com 97 anos, atualmente, maior ícone do Jongo da Serrinha.

O evento começa por meio de um cortejo que vai reunir o Afoxé Filhos de Gandhi e ao som da bateria mirim do grupo Herdeiros e Molecada do Morro da Serrinha, às 10h, na Rua Silas de Oliveira e segue para a Casa do Jongo, onde terá atrações até às 19h. Artistas renomados como Pretinho da Serrinha, Teresa Cristina, Nelson Sargento, Zé Luiz do Império, Velha Guarda do Império Serrano, Dorina e Paulão Sete Cordas já confirmaram presença. Viva o Jongo!

Está programada, também, uma roda de samba em Homenagem a Dona Ivone Lara e uma feijoada, que vai ser vendida para bancar parte dos custos da festa.

A reabertura da Casa do Jongo da Serrinha representa a união e a força da cultura popular — sintetiza a coordenadora artística Lazir Sinval.

Segundo o coordenador pedagógico Flávio da Silva França Alves, o Mestre Flavinho, as aulas recomeçam já no início da semana, com atividades como aulas de jongo infantil, de percussão de escola de samba, de violão e cavaquinho, artes marciais, capoeira, danças populares e reforço escolar. Além das oficinas, a Casa do Jongo mantém ainda atividades artísticas, sessões de cinema, oficinas de arte, exposições, biblioteca e um estúdio musical.

As dificuldades estão longe do fim e seus coordenadores ainda sonham com uma parceria ou ajuda financeira das autoridades para que possam garantir a manutenção do atendimento a mais de 400 crianças e adolescentes da comunidade, em 12 oficinas.

Considerado um dos mais importantes patrimônios imateriais do Rio de Janeiro, o Jongo da Serrinha foi tombado em 2005 por seu trabalho de 50 anos de preservação dessa manifestação cultural de matriz africana, que tem sua origem ligada à presença de africanos da nação Bantu, de Angola, escravizados nas fazendas de café e cana-de-açúcar do Vale do Paraíba

O que Fazemos:

O Grupo Cultural Jongo da Serrinha é uma organização social, com mais de 50 anos, criada no bairro de Madureira, zona norte da cidade do Rio de Janeiro, que promove ações integradas entre cultura, arte, memória, desenvolvimento social, trabalho e renda. São 10.000 crianças atendidas em 17 anos de trabalho social.

Casa do Jongo

Rua Compositor Silas de Oliveira 101 Serrinha, Madureira Rio de Janeiro – RJ 21360-360

Fontes: Geraldo Ribeiro (Jornal Extra) e DJL Comunicação – [email protected] em 27/03/2018.