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As temperaturas superiores a 40ºC registradas na Europa Ocidental no início desta semana estão sendo atribuídas às mudanças climáticas, segundo avaliaram instituições especializadas em meteorologia, incluindo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), parte das Nações Unidas. No Reino Unido, onde foi registrado um recorde climático nesta terça-feira (19), um estudo recente mostrou que as chances de ver temperaturas maiores do que 40ºC podem ser até 10 vezes mais prováveis no clima atual do que sob um “clima natural não afetado pela influência humana”.
Nova análise feita pelo IPAM, lançada durante a COP26, mostra o papel da degradação florestal causada pelo fogo na Amazônia no agravamento do efeito estufa. Somente os incêndios florestais aumentariam em 21% as emissões anuais de gases estufa relacionadas ao desmatamento na Amazônia nos últimos 15 anos – isso se fossem contabilizados, o que não acontece atualmente. O número faz parte de um novo estudo lançado hoje pelo IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) durante a COP26, que acontece em Glasgow (Escócia).
O primeiro estudo sobre o impacto global da poluição e mortes relacionadas a incêndios florestais relaciona de forma abrangente a exposição de curto prazo a partículas finas relacionadas a incêndios florestais (PM 2,5 ) no ar e mortalidade por todas as causas, respiratória e cardiovascular em cidades e regiões ao redor do globo.
Na Alemanha, inundações invadiram ruas e destruíram casas deixando centenas de pessoas mortas e feridas. Os incêndios florestais no Canadá chegaram a queimar uma cidade inteira. Com uma onda de calor recorde, os incêndios nos Estados Unidos consumiram mais de 4 mil quilômetros quadrados. A China também está sendo alvo de fortes enchentes. No Brasil, as baixas temperaturas dos últimos dias também vêm causando espanto. O frio negativo chegou até Minas Gerais. A temperatura mais baixa foi registrada na cidade de Bom Jardim da Serra, em Santa Catarina, com – 7,5ºC.
Uma recuperação verde pós pandemia poderia cortar até 25% das emissões de gases de efeito estufa previstas para 2030 e aproximar o mundo do alcance da meta de 2°C do Acordo de Paris sobre Mudança Climática, de acordo com um novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
A maior parte da Europa está sofrendo um período de seca. O fato até seria relativamente comum, não fossem as altas temperaturas que a maior parte dos países europeus estão sofrendo durante esse verão do hemisfério norte. Irlandeses e ingleses, que sempre reclamam de seu verão úmido e fresco, não sabem como se virar quando