Carmo, cidade famosa por suas Igrejas e pelas Cachoeiras
Carmo é famosa por suas igrejas do século XIX e pelas cachoeiras. Uma das suas principais atrações é a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo, construída em 1876, e tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1964. Para quem aprecia o turismo religioso, também é possível conhecer igrejas como Nosso Senhor dos Passos, São Francisco de Salles, Nossa Senhora da Conceição e a Nossa Senhora das Dores.
Já para os que apreciam o turismo ecológico, Carmo oferece cachoeiras, represas e os rios Quilombo e Paquequer. A Cachoeira da Prata, a Serra da Prata e a Ilha dos Pombos estão entre os pontos mais famosos. Do Mirante da Boa Ideia tem-se uma bela vista. O acesso fica a 2 km do centro da Cidade e deve ser percorrido com o auxílio de guias turísticos.
No Centro de Tradições é possível encontrar produtos como doces caseiros, defumados, artesanato, e bebidas. O destaque fica para a “Cachaça da Quinta”, considerada a melhor bebida destilada do mundo em um concurso realizado em Bruxelas, na Bélgica. A bebida é produzida na Fazenda da Quintades de 1923 e é elaborada em três versões, todas com certificado de produto orgânico, emitido pelo Instituto Nacional de Tecnologia. As grandes e tradicionais festas atraem diversos visitantes para a Cidade. Folia de Reis, Encontro de Bandas e Fanfarras, festas folclóricas, entre outras, fazem parte do calendário cultural de Carmo.
História
Até o século XIX, as atuais terras compreendidas nos limites do município de Carmo eram caracterizadas pela presença marcante da Mata Atlântica original e pertenciam a uma sesmaria existente no município de Cantagalo.
Por volta de 1832, iniciou-se o povoamento da região através de colonos vindos do norte fluminense, subindo o rio Paraíba do Sul, dentro do contexto do ciclo econômico do café.
Foi então promovida a derrubada da floresta no local, construindo ali a primeira igreja matriz em homenagem à Nossa Senhora do Carmo, surgindo assim o Arraial de Samambaia que depois veio a se chamar Arraial de Cantagalo.
Conforme informações extraídas do Livro Um Século de História Carmense, que foi editado no ano de 1977, no Centenário da Matriz de Nossa Senhora do Carmo, o povoamento inicial do Carmo teria sido em torno da primeira igreja matriz:
Iniciamos a história da igreja de Nossa Senhora do Carmo, citando as datas de 26, 27, 28 e 29 de maio de 1832, quando os primeiros colonos realizaram um roçado e uma derrubada, preparando o local para edificação da capela do Arraial de nossa Senhora do Carmo, no morro da Samambaia. Nascia ali o núcleo central, do que seria mais tarde a Cidade do Carmo.
Com o desenvolvimento da região, o arraial tornou-se a freguesia de Nossa Senhora do Monte do Carmo, ganhando o nome de Vila do Carmo de Cantagalo.
Em 16 de agosto de 1877, é inaugurada a nova matriz da vila, cujos trabalhos de construção tinham se iniciado em 16 de julho de 1863 que só foram concluídos em 1876.
A emancipação política da vila só foi ocorrer através do Decreto Provincial nº 2.577 de 13 de outubro de 1881 e, finalmente, Carmo torna-se cidade no ano de 1889.
A transformação em cidade trará profundas consequências para o traçado dos logradouros da localidade, a qual passou por um planejamento urbano a fim de projetar o seu futuro crescimento.
Em 1921, a Light obtém uma concessão para explorar do potencial hidráulico do rio Paraíba do Sul, na Ilha dos Pombos.
Geografia
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Subdivisões
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Além da sede, possui outros dois distritos: Córrego da Prata e Porto Velho do Cunha. Porém possui outras localidades importantes, tais como Influência, Ilha Dos Pombos, Aurora, Santo Antonio do Quilombo, Barra do São Francisco, Bacelar e Paquequer.
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Turismo e meio ambiente
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Carmo tem como uma de suas principais atrações a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo, construída em 1876 e que foi tombada como patrimônio histórico nacional pelo IPHAN em 1964.
No entanto, há outras igrejas também antigas, tais como:
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Igreja de Nosso Senhor dos Passos (1972)
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Igreja de São Francisco de Salles (1855)
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Igreja Nossa Senhora da Conceição (1929)
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Igreja Nossa Senhora das Dores (1853)
Entre as áreas de interesse ecológico e de lazer, além dos rios Quilombo e Paquequer, pode-se mencionar a Serra da Prata, na divisa com Cantagalo, e a Ilha dos Pombos no rio Paraíba do Sul.
Para fins turísticos e culturais, pode-se considerar não só as diversas igrejas da cidade, construídas no século XIX, como também as fazendas de São José e de Santa Fé, além do Museu Histórico do Centro Cultural. Outra edificação histórica da cidade é a sua Antiga Estação Ferroviária, de 1885, que fazia parte do Rama de Sumidoro da Estrada de Ferro Leopoldina, extinto nos anos 1960. O prédio histórico hoje abriga uma cooperativa local de produtores de leite.
Na fazenda São Lourenço, no distrito de Águas da Prata, está situada uma bela cachoeira formada pelas águas do rio dos Quilombos, na divisa entre Carmo e Cantagalo. Possui uma altura total de 7,5 metros, com três pequenos saltos com altura em torno de 2,5 metros cada um.
Fonte: Turismo Rio de Janeiro e Prefeitura de Carmo.






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