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Paracambi, lugar de fuga da correria urbana há duas horas de distância da Capital

2026/03/26   admin   No comments

Paracambi – RJ – Universidade.

Paracambi conta com diversas opções de hospedagem no centro da Cidade ou nas proximidades, como hotéis fazendas, sítios e chácaras com bastante vegetação e propostas de atividades rupestres, como trilhas e cachoeiras.

O Parque do Curió, onde funcionava a antiga Fábrica de Tecidos Brasil Industrial, é um ponto turístico obrigatório para os visitantes que buscam ecoturismo, roteiro histórico, ou apenas uma fuga da correria da vida urbana. Lá o contato com a história e a natureza são inevitáveis, seja para uma caminhada, um piquenique, ou uma sessão fotográfica.

A gastronomia de Paracambi oferece opções para todo o público. As bebidas artesanais são uma alternativa de compras e degustação para os turistas. Durante o calendário anual de eventos, cervejas e licores das principais produções da região vêm para o município e oferecem uma experiência interativa à parte.

Para quem prefere atividades culturais ou de lazer, Paracambi possui uma diversa programação fixa ao longo do ano. A Feira Cultural é um grande festival de música, artes e gastronomia, onde dezenas de atrações locais e convidados lotam o Espaço de Cultura e Eventos, entre o primeiro e segundo semestres do ano.

O aniversário da Cidade, comemorado em Agosto, conta com shows, apresentações teatrais, parque de diversões e opções de gastronomia. Há, ainda, as tradicionais mostras das Escolas de Artes com espetáculos de dança, teatro, música e exposições.

O município é atendido por duas estações de trem: a estação de Lages, localizada no bairro residencial de mesmo nome, e a estação Paracambi, última parada do ramal. O tempo de viagem aproximado é de 2h até o Terminal Central do Brasil.

Paracambi-RJ – Centro da Cidade.

História

Dizem os historiadores que o 7° Distrito de Vassouras, denominado Tairetá, e o 3° de Itaguaí, chamado de Paracambi, se uniram, em 1960, para formar o município. Na época, os dois distritos, separados pelo Rio dos Macacos, já se confundiam, formando uma só família.

A freguesia de São Pedro e São Paulo do Ribeirão das Lages foi o primeiro povoado da região, ligada, historicamente, à Fazenda Santa Cruz, colonizado por jesuítas em fins do século XVIII. A Vila de São Pedro e São Paulo surgiu após a expulsão dos inacianos (Companhia do Padre Inácio de Loyola) da região. A Agricultura e pecuária tiveram grande progresso no local, destacando-se nesses setores as fazendas dos Bravos, Anta Soares, Viúva Jorge e dos Macacos. Na Fazenda dos Macacos,  em 19 de dezembro de 1901, se instalaria, conforme a Lei 536, o 3° Distrito de Itaguaí, denominado Paracambi, no então progressivo povoado de Ribeirão dos Macacos, na ocasião, caminho para Minas Gerais e São Paulo. Segundo o historiador Diogo Vasconcelos, a fazenda passou a ser ponto de descanso dos viajantes e das tropas que subiam a serra, contribuindo bastante para o seu progresso.

Com a inauguração da Estrada de Ferro Dom Pedro II, em 1861, a Vila de São Pedro e São Paulo apresentou um acentuado crescimento nos setores da agricultura e pecuária, graças ao trabalho escravo. Em 1867, a despovoada Fazenda dos Macacos hospedou um grupo de ingleses que, admirados com a beleza da região, iniciou o trabalho de instalação de uma fábrica de tecidos de algodão de acordo com o decreto 3.965, de 18 de setembro de 1871, e a fábrica recebeu o nome de Cia. Têxtil Brasil Industrial. A partir daí, a Fazenda dos Macacos foi ficando mais populosa com a chegada, a cada dia, de operários e suas famílias.

Até 1885, o comércio se limitava as duas padarias, dez armazéns, uma capela e duas farmácias, tudo funcionando precariamente. Em 1888, foi instalada uma escola noturna, com capacidade para 200 alunos de ambos os sexos. Em 1894, foi fundado o Clube Brasil Industrial, chamado de cassino, pois inicialmente atendia apenas os diretores para jogos de lazer sendo, posteriormente, cedido aos funcionários para a realização de bailes e festividades.

Atrativos turísticos

  • Estação de Lages

Inicialmente com o nome de Nicanor Pereira, a estação de Lages foi inaugurada em 1858 e permaneceu como ponta de linha do ramal até 1861, quando a estação terminal de Paracambi foi inaugurada. De Lages, partia para E.F. Light, linha da Light and Power, levando à represa de Fontes, no Ribeirão das Lages, passando pelos bairros de Guarajuba e Ponte Coberta. Com um incêndio nas décadas de 1950/60, a estação, que era de madeira, foi reconstruída e permanece até hoje.

  • Estação de Paracambi

Financiada por fazendeiros locais a fim de facilitar o transporte da produção de café e de outros produtos da região. A Estação de Paracambi, na época Estação de Macacos, foi inaugurada em 1861 para o transporte de carga e também passageiros. Em 1903, passa a se chamar Estação de Paracamby. Ganhou sua eletrificação no ano de 1948, com a presença do então presidente Eurico Gaspar Dutra. Depois da estação de Paracambi, a linha seguia por mais 1 Km em direção à Companhia Têxtil Brasil Industrial, pela Avenida dos Operários. Durante muito tempo os trens da Central seguiam até a fábrica, sendo depois substituídos por bondes puxados a burro. A estação possuía um pátio que servia para carga e passageiros tanto para as diversas indústrias da cidade, como a siderúrgica Lanari, como ao depósito central de munições do exército. Este pátio foi dividido pela metade e teve suas linhas arrancadas nos anos 1990. Atualmente ainda funciona para viagens até Japeri, com parada em Lages.

  • Fazenda do Sabugo

Fundada em meados do século XIX, a fazenda do Sabugo, produziu majoritariamente laranja e milho, dentre outras, até o fim do mesmo século, quando em suas dependências sob nova direção, foi inaugurada uma olaria que posteriormente fora conhecida como Olaria do Sabugo. Implantada no terreno em frente ao Casarão do Sabugo (como ficou conhecida a sede da Fazenda), a olaria funcionou até a década de 90, enquanto a Fazenda encerrou suas atividades na década de 60, quando parte do seu território, à época já desapropriado, foi loteado e vendido, contribuindo para a formação de parte do bairro do Sabugo.

  • Fábrica

Em 1867, dois comerciantes norte-americanos receberam autorização para a implementação de uma fábrica no antigo povoado de Macacos. Estabelecida inicialmente em 1870 com projeto do engenheiro William Ellison no estilo inglês, a Companhia Têxtil Brasil Industrial foi construída em 1871, sendo a maior indústria do Brasil em sua época, contando com 400 teares em sua inauguração.

Entre vários presidentes, diretores e demais funcionários, estão Custódio de Oliveira, um de seus fundadores, Plínio Soares, Doutor Barcelos e Dominique Level, que ajudou na construção do Clube Municipal Cassino e do clube de futebol Paracambi F.C, que mais tarde veio a se chamar Brasil Industrial Esporte Clube. Dominique Level também foi presidente-diretor da fábrica Maria Cândida, situada no bairro da Cascata.

Tendo em vista o número de funcionários da companhia, em 1886 foi criada a vila operária e em 1915 contava com 2.500 operários. Com o encerramento das operações em 1996, a Companhia Têxtil Brasil Industrial foi adquirida pela Prefeitura de Paracambi em 2002 e hoje funciona como a Fábrica do Conhecimento, um pólo educativo que conta com cursos técnicos, superiores e artísticos, como música, pela Escola de Música Villa-Lobos, danças e teatro, e também abriga as secretarias municipais de Turismo, Cultura, Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente e Clima.

  • Cachoeira da Cascata

O bairro da Cascata nasceu em meio à natureza exuberante marcada pela queda d’água de 50 metros que lhe dá nome, cercada por áreas verdes que se tornaram símbolo do lugar. A instalação Companhia Tecelagem Santa Luiza em 1891, que em 1924 se tornaria Fábrica de Tecidos Maria Cândida, trouxe a formação de uma vila operária em 1937, com 75 casas, escola, creche, praça, campo de futebol, posto médico e igreja, abrigando 300 moradores, que forneciam à fábrica cerca de 162 operários.

Entre o som das máquinas e o frescor da cachoeira, a Cascata consolidou-se unindo trabalho, convivência e paisagem natural.

  • Pedra do Gavião

A Pedra do Gavião é um importante atrativo turístico em Paracambi, próximo à antiga estação ferroviária Engenheiro Gurgel e à histórica igreja Nossa Senhora do Bom Parto, construída em 1914. Com um cume de aproximadamente 300 metros, oferece vistas deslumbrantes e oportunidades para atividades ao ar livre.

  • Parque Natural Municipal do Curió

Com 913 hectares, o Parque Natural Municipal do Curió é uma unidade de conservação natural, classificado pelo SNUC como unidade de proteção integral de grande importância ecológica e cultural, situado na zona central do Corredor de Biodiversidade Tinguá – Bocaina. Com grande potencial para o turismo internacional, o Parque possui recursos hídricos, como mananciais e nascentes e também flora e fauna importantes, como a Justicia Paracambi, que é uma espécie endêmica, e o Curió com o canto Paracambi.

Atração com grande interesse ecológico e propício para caminhada e contemplação em meio de Mata Atlântica preservada, o Parque oferece trilhas como: Trilha do Jequitibá Rosa (938 m), Trilha do Carreiro (1300 m), Trilha dos Taquarais (2439 m) Trilha Ruínas do Aqueduto (932m), Trilha Caminho dos Escravos (2558 m) e Trilha Cachoeira dos Namorados (1634 m) com uma linda queda d’água.

  • Bosque da Fábrica

Entre árvores e o som suave dos pássaros, o Bosque da Fábrica é um dos espaços mais
encantadores de Paracambi. Localizado na entrada da antiga Companhia Têxtil Brasil
Industrial, hoje Fábrica do Conhecimento, o bosque é um verdadeiro refúgio urbano, onde natureza e história caminham lado a lado. Sua alameda sombreada e o calçamento de paralelepípedos convidam moradores e visitantes a passeios tranquilos e contemplativos.
O local é símbolo da cidade e um dos destinos mais visitados por quem busca lazer, descanso e contato com o verde. Com uma via de acessibilidade que acompanha o trajeto principal, o bosque também é ponto de encontro para caminhadas, piqueniques e eventos culturais ao ar livre, mantendo viva a tradição da convivência em meio à natureza.

  • Avenida dos Operários

Com o povoado dos Macacos se aglomerando ao redor da Estação de Macacos e o crescimento da Cia. Têxtil Brasil Industrial, em 1886 foi providenciado pela Companhia casas para seus operários, com obras de saneamento concluídas em 1888 e iluminação elétrica em 1919. A avenida com casas geminadas em torno da linha férrea e ruas paralelas e transversais moldou a vila operária e recebeu o nome de Avenida dos Operários, com o constante movimento de trabalhadores da antiga fábrica no coração da cidade.

  • Marco Zero

Construída em 1832, por iniciativa do bispo D. José Caetano da Silva Coutinho, com auxílio de fiéis da região, foi a primeira capela ereta na Freguesia de São Pedro e São Paulo do Ribeirão das Lages, com um povoado que foi elevado à Freguesia pela Lei Provincial n° 77, de 29 de dezembro de 1836. Dentro da Freguesia, em 1864, havia 17 estabelecimentos comerciais, 2 engenhos de aguardente, 1 de açúcar e 87 fazendeiros de café. No antigo cemitério da Freguesia foi sepultado Pedro Dias Pais Leme, Marquês de Quixeramobim e homem da guarda de honra de D. Pedro I. Hoje este marco fundacional da cidade de Paracambi encontra-se em ruínas e se localiza próximo ao Depósito Central de Munições do Exército Brasileiro.

  • Igreja Matriz São Pedro e São Paulo

Em 1911, com a criação do distrito de Paracambi, no município de Itaguaí, as imagens dos santos padroeiros foram transportadas da antiga capela de São Pedro e São Paulo do Ribeirão das Lages para uma casa no centro do povoado, na Rua Dominique Level, aguardando a construção de uma nova igreja e recriação da paróquia. Com a pedra fundamental lançada em 1929, sua construção foi finalizada somente em 1948.

Fonte: Turismo Rio de Janeiro e Prefeitura de Paracambi.

Posted in: Cultura, Turismo   Tags: Estação das Lages, Fazenda do Sabugo, Paracambi-RJ, Universidade em Paracambi

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