Conde, Paraíba, é conhecida pela beleza das suas praias quase desertas que impressionam pela diversidade.
A cerca de 30 quilômetros da capital paraibana (e a 100 km de Recife), o município de Conde – e seu distrito de Jacumã – abriga algumas das mais belas praias da Paraíba como Carapibus, Tabatinga e Coqueirinho, além de Tambaba, famosa por ser a primeira da região a permitir a prática do naturismo. Selvagem, este trecho da costa impressiona pela diversidade da paisagem, ora emoldurada por falésias e pedras, ora por coqueirais e vegetação nativa. E ainda tem corais, piscinas naturais, águas transparentes…
As praias de Conde começam em Barra de Gramame. Com casinhas de pescadores e um bonito visual formado pelo encontro do mar com a foz do rio, oferece ainda boas sombras e um cenário praticamente deserto.
Já Carapibus é mais movimentada – em especial, por conta do “maceió” (onde o rio desemboca no mar formando lagoa de água doce). Falésias e coqueirais completam o ambiente.
O burburinho continua em Coqueirinho, com barraca de praia, coqueiros e um cânion natural de argila colorida. Em Tambaba, a curiosidade e a beleza natural atraem turistas de todo os cantos. A praia é dividida em duas partes: a primeira, onde o naturismo é permitido mas não obrigatório, possui formações rochosas e piscinas naturais.
Na segunda parte, o acesso é permitido somente para quem está nu.
Já em Tabatinga, além da praia virgem e emoldurada por por coqueiros, recifes e enseadas, o destaque fica também por conta dos bons restaurantes.
A Praia Tambaba é uma das belas praias de Conde PB, situada a apenas 20 km de João Pessoa. Sua costa é formada por um conjunto de praias selvagens que estão entre as mais lindas praias da Paraíba.
O município é conhecido, principalmente, pela beleza das suas praias, quase desertas que impressionam pela diversidade. Possuem falésias, pedras, coqueiros, vegetação nativa, piscinas naturais e águas transparentes, muito limpas.
As mais famosas são; Jacumã, Tabatinga, Coqueirinho e a Praia de Tambaba, esta última, mundialmente famosa por ser a primeira praia brasileira a permitir oficialmente a prática do naturismo, desde 1989.
As praias de Conde PB são recortadas por enseadas repletas de coqueiros, emolduradas por altas falésias coloridas de até 30 m de altura.
A Costa do município de Conde possui 8 praias distribuídas em 20 km de costa. São elas: Barra de Gramame, Praia do Amor, Jacumã, Carapibus, Tabatinga, Coqueirinho, Arapuca e Tambaba.
História:
O município de Conde tem raízes históricas na aldeia Jacoca, de índios Tabajara, administrada pelos missionários franciscanos, logo depois de sua chegada à Paraíba em 1589. A sede do município originou-se da fusão dessa aldeia com outra denominada Pindaúna, de índios Potiguaras, durante a ocupação da capitania pelos invasores holandeses.
Em 1636, quando os holandeses se apoderaram da Capitania da Paraíba, a região onde se localiza a sede municipal ainda era habitada pelos índios que, por ordem do governador holandês, foram se alojar na capital. Foi fundado um povoado pelo capitão inglês John Harrison (que estava a serviço dos holandeses) durante esta ocupação. Este povoado foi batizado de Maurícia ou “Mauricéia”, homenagem ao governador da província, Conde Maurício de Nassau e foi importante como ponto estratégico na defesa da passagem de Recife (capital para os holandeses), até Filipéia de N. S. das Neves, nome antigo de João Pessoa.
Expulsos os holandeses e restaurada a capitania e o governo português, os portugueses elevaram a aldeia Maurícia à Freguesia e mais tarde à categoria de vila com o nome Conde, o que não deixava de ser uma recordação do Conde Nassau. A freguesia foi criada em 1668, em homenagem a Nossa Senhora da Conceição. Seu progresso foi rápido, chegando a serem Vila e Sede da Comarca. Houve uma séria rivalidade entre os municípios de Conde e Pitimbu, e talvez por isto mesmo, entrou em declínio, ficando marginalizada por muito tempo. A partir de 1900, houve uma reação econômica, fazendo voltar o ritmo entusiástico em seus moradores, contribuindo para a evolução do povoado.
Ao longo de sua história essas denominações recebidas têm suscitado controvérsias com relação ao seu significado. Jacoca, seu nome primitivo, segundo Elias Herckmans deriva de tchea – koka, vocábulo indígena que quer dizer “abraça-me”, baseando-se para tal afirmativa na lenda de que no lugar uma índia tapuia fora surpreendida quando dizia esta palavra a um potiguar. Horácio de Almeida, fundamentado em Martins, dá outra interpretação. Segundo ele, Jacoca deriva de jacuoca e significa morada dos “jacus”. Para o historiador, Horácio de Almeida, o nome de Conde, ao contrário do que se propaga na historiografia paraibana, deve-se à existência na região da “Fruta do Conde”, também conhecida como “ata” ou “pinha”. Outros historiadores explicam o nome de Conde como uma homenagem ao administrador holandês Conde João Maurício de Nassau. Registre-se aqui o costume português de se dar aos povoados e vilas das colônias nomes das localidades lusitanas.
Na divisão administrativa do Brasil em 1911, o município de Conde aparece, pela primeira vez, como distrito de João Pessoa, o mesmo acontecendo em 1933, 1936 e 1937 e no qüinqüênio 1939-43. No qüinqüênio 1944-48, figurou com o nome modificado para Jacoca. A Lei nº 318, de 07 de janeiro de 1949, que fixou a divisão administrativa para o qüinqüênio 1949-53, modificou mais uma vez sua toponímia, passando para Vila do Conde.
Sua emancipação política foi alcançada através da Lei nº 3.107, de 18 de novembro de 1963, instalando-se oficialmente a 28 de dezembro do mesmo ano, desmembrado de João Pessoa e formando um único distrito, o da sede, com o nome simplificado para Conde.
Fonte: Ferias Brasil e Viagens e Caminhos.