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Mangue Seco é uma pequena vila de pescadores em Jandaíra, município do estado da Bahia, é a última praia no extremo norte do litoral baiano, fazendo divisa com o estado de Sergipe. Já era cenário de cinema mesmo antes de servir de locação para o filme e a novela “Tieta”. Na paisagem quase deserta reúnem-se dunas, restingas, mangues e fazendas de coqueiros. São quase 30 quilômetros de praias de areias brancas e fofas, em constante movimento.
A beleza do local foi retratada na novela Tieta, exibida na Tv Globo em 1989. Está localizada as margens do Rio Real, na divisa da Bahia com Sergipe. A forma mais prática de se chegar é via Aracaju. Com a inauguração da Ponte Joel Silveira, que atravessa o Rio Vaza-Barris, pode-se seguir as praias via litoral Sul de Sergipe, seguindo-se a estrada até o Porto da Nangola no povoado do Porto do Mato. Lá é possível deixar o carro no estacionamento e fazer a travessia por barco do Rio Real para o Mangue Seco.
É possível, também, chegar a vila indo por Salvador pela conhecida Linha Verde, até a cidade sergipana de Indiaroba pela SE-318 e dali por mais 12 km em estrada de terra até Pontal. De lá segue-se de barco (mais ou menos 40 minutos atravessando o Rio Real) até Mangue Seco.
Para quem vai de ônibus, o ideal é ir até Estância e lá tomar outro coletivo até Pontal. A dificuldade do acesso, exclusivamente de barco, através do Rio Real, é o que torna Mangue Seco mais atraente e a mantém naturalmente rústico. As poucas ruas são cobertas de areia fina e macia. Por toda a margem, espalham-se pousadas, bares, restaurantes e casas de pescadores, criando uma boa estrutura de apoio para os turistas. Apesar de famosa, a pequena vila tem, na realidade, o nome verdadeiro de Santa Cruz da Bela Vista.
A melhor maneira – e praticamente a única – de explorar as paisagens é fazendo um passeio de bugue. O tour leva às duas praias da região – a que dá nome à vila e à de Costa Azul. Vales e montanhas de areia pontuam todo o percurso, que não deve ser feito em veículos de passeio. Na praia de Mangue Seco, as barracas são rústicas, sem som e com redes, o que garante bons momentos de preguiça. Vale a pena esperar o pôr do sol para assistir um belo espetáculo.
No centro da vila – na verdade, uma praça, uma igreja e poucas ruazinhas à beira do rio Real – ficam os restaurantes caseiros que servem o prato típico: moqueca de aratu, um crustáceo encontrado em abundância nos manguezais. As pousadas, rústicas, ficam no caminho para as praias.
Fonte: Guia do Turismo Brasil e Férias Brasil.