Tag Archives: desmatamento
Fogo na Amazônia acrescenta 21% a mais de gases estufa do que o número oficial

Nova análise feita pelo IPAM, lançada durante a COP26, mostra o papel da degradação florestal causada pelo fogo na Amazônia no agravamento do efeito estufa. Somente os incêndios florestais aumentariam em 21% as emissões anuais de gases estufa relacionadas ao desmatamento na Amazônia nos últimos 15 anos – isso se fossem contabilizados, o que não acontece atualmente. O número faz parte de um novo estudo lançado hoje pelo IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) durante a COP26, que acontece em Glasgow (Escócia).
Brasil aumentou emissões em plena pandemia

Desmatamento na Amazônia foi principal responsável pela elevação de 9,5% nos gases de efeito estufa verificada em 2020, indicam dados do Observatório do Clima. As emissões brasileiras de gases de efeito estufa em 2020 cresceram 9,5%, enquanto no mundo inteiro elas despencaram em quase 7% devido à pandemia de Covid-19.
Mudança climática afetará saúde humana nos trópicos

A mudança climática será amplificada nos dias mais quentes nas regiões tropicais, causando graves impactos à saúde humana, concluiu uma nova pesquisa da Universidade de St Andrews. O artigo, publicado na Nature Geoscience prevê que, nos trópicos, os dias quentes aquecerão substancialmente mais do que a média dos dias.
Crise hídrica deve se manter até 2022

Com o cenário de crise hídrica pelo qual o País vem passando, as chuvas de primavera são aguardadas com ansiedade. No entanto, mesmo com a chegada delas, a previsão é que os reservatórios continuem abaixo dos níveis indicados. O prognóstico é que a recuperação dos sistemas de abastecimento levará cerca de dois anos, sendo que o cenário de estiagem deve se estender pelo menos até o primeiro semestre de 2022.
Estudo mostra impactos do desmatamento e queimadas na biodiversidade da Amazônia

A combinação de um extenso mapeamento de espécies com registros de sensoriamento remoto de desmatamento e fogo revela que a biodiversidade da Amazônia é extraordinariamente vulnerável a mudanças no manejo florestal e na aplicação de políticas.
Um novo estudo, de coautoria com pesquisadores da Universidade do Arizona e publicado na edição de 1º de setembro da Nature, fornece a primeira avaliação quantitativa de como as políticas ambientais de desmatamento, junto com incêndios florestais e secas, impactaram a diversidade de plantas e animais na Amazônia.
Aquecimento global reflete a desigualdade institucionalizada, artigo de Benedita de Fátima Delbono

A organização político-social dos países sempre teve como cerne o elo entre a pessoa humana, a sociedade, a natureza e os fatores ambientais, refletindo-se, portanto, no Direito. Sendo certo que a consciência, dentro da cultura ocidental, veio a ocorrer, apenas, com certa força, partir dos anos 60, quanto a importância da natureza e sua conexão de interesse com a pessoa humana. Assim sendo, dada a importância, o meio ambiente – e o direito sobre ele – ganhou espaço constitucional, sendo declarado como um direito fundamental. Apesar da constitucionalização do direito ambiental, a consciência e a ações humanas, em face do meio ambiente, não correspondem a sua importância.
Amazônia perde sua capacidade de absorver carbono

A emissão de carbono é dez vezes maior em áreas com mais de 30% de desmatamento, enquanto apenas 18% das emissões por queimada são absorvidas pela floresta. O desmatamento diminuiu a capacidade da floresta amazônica de absorver gás carbônico da atmosfera, transformando-a em uma fonte de carbono. As áreas do bioma com mais de 30% de desmatamento apresentaram uma emissão de carbono dez vezes maior do que regiões com desmatamento inferior a 20%.
Brasil perdeu 24 árvores por segundo em 2020

O desmatamento nos seis biomas brasileiros cresceu 13,6% em 2020, atingindo 13.853 km2 (1.385.300 hectares), uma área nove vezes maior que a cidade de São Paulo. Desse total, 61% estão na Amazônia . É o que mostra uma análise inédita de 74.218 alertas de desmatamento no país inteiro, publicada nesta sexta-feira (11/6) pelo Projeto MapBiomas. O desmatamento cresceu 9% na Amazônia, 6% no Cerrado, 43% no Pantanal e 99% no Pampa. Na Mata Atlântica ele explodiu, subindo 125%. Na Caatinga o crescimento foi de 405%, mas se deveu ao fato de que o bioma agora conta com um novo sistema de detecção de desmate por satélite só para ele.
Amazônia brasileira liberou mais carbono do que armazenou na década de 2010

A floresta amazônica brasileira liberou mais carbono do que armazenou na última década – sendo a degradação uma causa maior do que o desmatamento – de acordo com novas pesquisas. Mais de 60% da floresta amazônica está no Brasil, e o novo estudo usou o monitoramento por satélite para medir o armazenamento de carbono de 2010-2019.O estudo descobriu que a degradação (partes da floresta sendo danificadas, mas não destruídas) foi responsável por três vezes mais perda de carbono do que o desmatamento.
Biólogos alertam para o risco de nova onda de incêndios Pantanal

A alma do Pantanal é o Rio Paraguai, cujas cabeceiras estão em Mato Grosso. A região é marcada por estações bem definidas de chuva e seca. Na atual estação de chuvas, as precipitações, principalmente nas cabeceiras do Paraguai, elevam o nível do rio, que transborda e gradativamente alaga primeiro a porção norte do Pantanal, depois a parte central e sul. As lagoas (ou baias) do Pantanal são berçários de peixes, que atraem aves e toda uma extensa cadeia de predadores. A exuberância da fauna e flora na cheia atrai turistas, principalmente para a sub-região de Poconé (MT) e ao longo da Estrada Transpantaneira e da Estrada Parque, na região de Miranda e Corumbá (MS).