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Pensar globalmente e agir localmente, artigo de Rodrigo Berté


 

Rodrigo Berté

Existe uma nomenclatura própria para os elementos que formam as bases gerais do que se pode chamar de pensamento ecológico. Porém, a definição de muitos destes elementos é discutível. Por isso, considerou-se importante apresentar na Eco Rio 92, três noções centrais como referência: a de meio ambiente, sustentabilidade e diversidade. Todas defendidas há 25 anos, mas atuais, reforçando que o principal tema: pensar globalmente e agir localmente, ainda é um grande desafio para o século XXI.

E como parte deste desafio, na dinâmica socioambiental, um dos temas mais debatidos no momento é a biodiversidade, ou seja, a vida em ação. O conceito vem se transformando em um dos principais valores orientados de avaliações e ações de preservação do meio ambiente.

A partir da constatação do valor da diversidade das espécies para os ciclos biológicos, muitas vezes no interior dos movimentos ambientalistas, entende-se a importância da diversidade biológica para a diversidade de ambientes, paisagens e formas de relação do homem com a natureza (daí a valorização da diversidade cultural).

Assim, no interior do ambientalismo a diversidade ganhou statusde valor cada vez mais abrangente, que se opõe aos hábitos e às técnicas padronizadas, que vem prevalecendo nas sociedades modernas e que representam uma das bases de agravamento das condições atuais do meio ambiente. Falo em ambientalismo como uma designação genérica para nos referirmos ao conjunto dos movimentos organizados em torno da questão ambiental apesar das diferenças existentes entre esses movimentos.

E se há um agravamento de crise socioambiental é bem provável que o que foi discutido há 25 anos está mais no campo metodológico do que no campo prático. É hora das autoridades e da sociedade como um todo, em especial a sociedade intelectual, criarem ferramentas e modelos de pesquisa para ir ao encontro do tão importante debate da Eco Rio 92: pensar globalmente e agir localmente.

Autor: Rodrigo Berté é diretor da Escola Superior de Saúde, Biociências, Meio Ambiente e Humanidades do Centro Universitário Internacional Uninter.

Fonte: PG1 – Lorena Oliva – [email protected] Em 20/04/2017.