VI Festival de Frutos do Mar, em Itapemirim.

 

No próximo sábado, dia 28 de janeiro em Itapemirim, teremos uma aula show de gastronomia com o Chefe de Cozinha Gilson Surrage Professor de gastronomia da UVV.

O evento irá acontecer, a partir das 17h, na Praça de Itaoca.

Haverá uma degustação para todos os presentes. Aproveite e conheça um pouco mais das tradições e riquesas gastronômicas da nossa região, que é riquíssima em frutos do mar.

Essa é uma ação de promoção do nosso VI Festival de Frutos do Mar que acontece anualmente na semana santa na praia de Itaipava.

Fonte: Secretaria Municipal de Turismo de Itapemirim.

Coração a batucar, artigo de Anoushe Duarte Silveira.

Outro dia desses estava ouvindo uma música da cantora Maria Rita que me chamou a atenção: “…Batuque o coração para me ver chegar…” Fiquei refletindo sobre o que realmente faz batucar nosso coração e sobre como é bom quando você faz um coração batucar.

Coração batucando nos remete logo ao amor entre homem e mulher, ou melhor, à paixão. Vem aquela ansiedade gostosa que te faz brigar com o tempo para que ele passe rápido e logo você possa encontrar o ser amado. E depois, quando já estão juntos, brigar novamente com o tempo porque você quer que ele passe va-ga-ro-sa-men-te e só de pirraça ele resolve voar… E o coração batuca enquanto o corpo mal responde, você fica lá, inerte, com um sorriso congelado no rosto. Como dizem os belos versos de Mario Quintana, “… E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender nada, numa alegria atônita. A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil. Aonde viessem pousar os passarinhos.”

Mas coração não batuca só na paixão entre homem e mulher, afinal, é a paixão que nos move, que faz cada despertar diferente e nos salva da apatia. Coração batuca em todos os tipos de paixão. Por exemplo, na paixão pela arte: assistimos a uma peça ou a um filme que nos toca e está lá o coração a batucar; lemos um livro que muda nossa vida ou um texto que gostaríamos de ter escrito e está lá novamente o coração a batucar; ouvimos uma bela composição musical que provoca uma verdadeira sinfonia no coração ou ainda apreciamos a pintura, que nos permite tentar traduzir traços coloridos em emoção e isso provoca batuques de tantã…

Coração também batuca quando nos oferecem desafios. Diante de um novo projeto, de uma palestra brilhante com novas perspectivas ou de um trabalho desafiador está lá o coração a batucar…O advogado redigiu uma peça brilhante, o jornalista deu um furo, o médico salvou uma vida e o coração está lá a batucar, como em uma escola de samba!

São tantos os sentimentos que fazem batucar o coração… Um simples olhar na hora certa, o toque da mão pequenina de um filho, uma palavra amiga, um abraço apertado, a lambida agradecida do seu cão… Esses pequenos momentos é que constroem a tão almejada felicidade. Por isso penso ser importante fazer boas escolhas, dentro do que nos cabe escolher, é claro! E incluir a paixão na maioria dessas escolhas talvez seja o segredo para começar um bom dia, que somado a outros vai tornar o ano melhor e que somado a muitos outros vai nos proporcionar uma vida feliz.

Afinal, vida feliz é isso: momentos de coração a batucar!

E citando Maria Rita, não poderia deixar de lembrar e prestar a minha homenagem a Elis Regina no aniversário de 30 anos de sua morte.

Anoushe Duarte Silveira é brasiliense, jornalista e bacharel em direito, pós graduada em documentário – com especialização em roteiros. Possui textos publicados em jornais e revistas e nos blogs http://www.amigas-da-leitura.blogspot.com/ e http://www.recantodasletras.com.br. Possui livros publicados em co-autoria, selecionados em concursos literários.

Promessas, artigo de Anoushe Duarte Silveira.

Mais um ano… E, como sempre, chega marcado de promessas: emagrecer, parar de fumar, fazer aulas de música, começar a fazer exercícios, estudar mais, trabalhar menos ou mais, aproveitar mais o tempo com filhos e amigos. Mil e uma metas que colocamos em nossas vidas e que na verdade são nossas molas propulsoras: uma vida sem objetivo abre espaço para a depressão, tristeza, sensação de vazio…

Lembrei de um filme que assisti com meu filho, “Megamente”. No desenho, o vilão, logo no início, derrota o mocinho e entra nesse vazio porque passou a não ter mais graça alguma arquitetar planos mirabolantes para destruir a cidade, já que não havia mais ninguém para impedi-lo. Perdeu suas metas malévolas, mas que não deixam de ser metas, e nos deparamos com um vilão deprimido…

Para 2012, nada de metas malévolas, é claro, e vamos prospectar!!!! A ideia é planejar, mover-se, realizar, conjugar verbos de ação na primeira pessoa, pois o condutor da sua vida é você, delegar as rédeas a outro cocheiro pode te trazer surpresas nada agradáveis, te levar a caminhos tortuosos. E se a sua decisão foi errada, você adquire experiência, como disse Oscar Wilde: “A experiência é o nome que damos aos nossos erros”. Mas se tomaram a decisão por você, só te resta acatar…

Quem sabe possamos encarar 2012 como o ano de executar as promessas dos anteriores. Sair da zona de conforto e efetivamente fazer algo para obter resultados, pequenos ou grandes, mas frutos de nossas escolhas. Seja qual for o seu objetivo, apenas comece, dê o primeiro passo, pois só caminhando é que a vida te apresentará opções de novos caminhos.

Anoushe Duarte Silveira  é brasiliense, jornalista e bacharel em direito, pós graduada em documentário – com especialização em roteiros. Possui textos publicados em jornais e revistas e nos blogs http://www.amigas-da-leitura.blogspot.com/ e http://www.recantodasletras.com.br. Possui livros publicados em co-autoria, selecionados em concursos literários.

Vamos Combater a Dengue

Quem disse que viver é fácil? Artigo de Anoushe Duarte Silveira.

Sempre aprendi que paciência é uma virtude. Passei grande parte da minha vida tentando exercitá-la e sendo lembrada de que deveria praticá-la ainda mais: “Minha filha, tenha mais paciência com sua irmãzinha, ela é só um bebê…”, “Tenha mais paciência, um dia você vai aprender…”, “Tenha mais paciência com fulano, ele é assim mesmo…”, ” Tenha mais paciência que um dia você vai gostar do seu emprego”, enfim…

Até que um dia comecei a ouvir reiterados “nossa, eu não teria tanta paciência”, “meu Deus, como você é paciente”… E achei que enfim estava chegando lá, conseguindo efetivamente exercitar alguma virtude em meio a tantos fatores que nos empurram, derrubam e fazem com que a gente mande a educação e as virtudes às favas.

Estaria tudo lindo e feliz se eu não começasse a analisar o ponto negativo do excesso de paciência. Como se perde tempo e energia se o foco da sua paciência é uma pessoa errada, uma situação errada, um curso que efetivamente você não consegue assimilar, uma profissão que você não gosta e não te remunera bem, um fulano que nada te acrescenta, um parceiro (a) que te faz infeliz… Como tudo em excesso é prejudicial, talvez até mesmo a paciência exacerbada seja uma “anti-virtude”…

O bom mesmo seria ter mais paciência com as pessoas e situações certas e menos com as erradas: nova proposta de vida. Pais, mães, irmãos, amigos verdadeiros, nossos filhos geralmente merecem mais paciência. Às vezes gastamos a maior parte dela com pessoas erradas e deixamos para eles a menor porção. Dosar isso é tão difícil, não? Daí, para corroborar minha reflexão sobre ser o excesso de paciência uma “anti-virtude” vem nada mais, nada menos que Carlos Drummond de Andrade e diz: “Não é fácil ter paciência diante dos que têm excesso de paciência”. Ou seja, o excesso de paciência ainda por cima irrita, tremendamente!!!

Equilíbrio é a maneira ideal de se viver bem, cada dia mais me convenço disso. Perder a paciência no momento certo faz parte de uma vida equilibrada. Explodir no momento certo e acima de tudo com a pessoa certa impede injustiças com seu corpo e com outros que nada têm a ver com o problema. Não é solução ter paciência com um fato que te incomoda se no fim das contas vai adquirir uma úlcera. Não é solução ter paciência com o tal fulano que sempre te trata mal e chegar em casa irritado (a), descontando na pobre da sua mãe, ou do seu filho ou marido ou esposa, qualquer “da vez” que surja na hora errada. Melhor é despejar naquele que causou a angústia, a irritação, não é verdade?

Há momentos em que perder a paciência é totalmente inútil… Vale mais respirar fundo e esquecer — efetivamente esquecer. O mundo precisa realmente de boa convivência, gentileza, educação e mais paciência uns com os outros. Vive-se bem quando se sabe dosar isso, dar o devido peso e importância para os fatos e pessoas, respeitar o próximo, mas também nossos próprios limites. A gente chega lá… Quem disse que viver é fácil?

Anoushe Duarte Silveiraé brasiliense, jornalista e bacharel em direito, pós graduada em documentário – com especialização em roteiros. Possui textos publicados em jornais e revistas e nos blogs http://www.amigas-da-leitura.blogspot.com/ e http://www.recantodasletras.com.br. Possui livros publicados em co-autoria, selecionados em concursos literários.

Surpresas de fim de ano, artigo de Anoushe Duarte Silveira.

Surpresas de fim de ano

Sempre tive a ilusória convicção de que quase nada deve ser começado pelo fim. Frase maluca, não? O que eu quero dizer é que nunca fiz coisas como começar a assistir a um filme já iniciado e muito menos no final; iniciar a leitura de um livro que não fosse pela primeira página; iniciar trabalhos no final do dia (só os emergenciais) e, seguindo a mesma linha, nunca imaginei que no final do ano algo que me surpreendesse pudesse começar a acontecer.

Cometi dois grandes erros. O primeiro foi crer no “nunca”. Palavra forte e que geralmente nos tira a credibilidade porque é difícil de cumprir, afinal tudo “sempre” muda… E o segundo, foi desacreditar no poder da vida de nos surpreender a qualquer momento. Ela (a vida) vem e te apresenta um fato novo quando geralmente você já tinha dado por encerrada a questão.

Este fim de ano chegou cheio de surpresas para mim. Quando eu já havia me acomodado na certeza de que a vida tinha me reservado o “mais ou menos”, ela me apresentou “o melhor”. E vou terminar 2011 já provando do melhor reservado para os meses e anos que virão…

A vida é mesmo uma sequência de surpresas… Boas, ruins, “mais ou menos”… E que vêm no tempo certo, ainda que a gente insista para que seja no nosso momento. Ter paciência e cumprir a nossa parte é realmente tudo que nos cabe comandar, pois o restante é com ele (Deus) por meio da vida.

Assim, quebrando todos os meus paradigmas, o melhor de 2012 e dos anos que virão (se Deus quiser!) já começou para mim… Quem sabe é só uma questão de percepção. Perceba o que de mais bonito já está na sua vida: filhos, família, amigos, amor, projetos e ofereça também o seu melhor! Quem sabe grande parte dos itens da sua lista de projetos a iniciar já podem ser começados agora… Quem sabe até já estejam aí e você nem tenha percebido. Elimine o “nunca” e creia sempre nas surpresas da vida! Feliz 2012!

Anoushe Duarte Silveiraé brasiliense, jornalista e bacharel em direito, pós graduada em documentário – com especialização em roteiros. Possui textos publicados em jornais e revistas e nos blogs http://www.amigas-da-leitura.blogspot.com/ e http://www.recantodasletras.com.br. Possui livros publicados em co-autoria, selecionados em concursos literários.

Revista Cidadania & Meio Ambiente n° 36

RC&MA

A revista Cidadania & Meio Ambiente, ISSN 2177-630X, foi conceituada como um veículo de comunicação para atuar como uma ferramenta de incentivo ao conhecimento e à reflexão, através de matérias, artigos de opinião, artigos técnicos e entrevistas, sempre discutindo cidadania e meio ambiente, de forma transversal e analítica. Sua distribuição é integralmente gratuita, visando contribuir para com a socialização da informação socioambiental.

A revista também está disponível, no formato do Acrobat Reader, para livre acesso ou download gratuito. Caso queira fazer o download, clique, com o botão direito do mouse, em “Salvar como”.

Revista Cidadania e Meio Ambiente - Capa da edição n° 36
Capa da Revista Cidadania & Meio Ambiente n° 36

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A Sabedoria da Vida, artigo de Anoushe Duarte Silveira.

Noite de Natal

Mais um ano que se vai…As cidades iluminadas com motivos natalinos, e um monte de gente com o coração voltado pra desejos disso ou daquilo: saúde, paz, prosperidade, realizações etc…Seria realmente muito bom se todos tivéssemos nossos corações voltados para votos positivos durante o ano todo, mas não posso deixar de admitir que é melhor do que nada. Então pensei no que eu poderia desejar este ano, além é claro do que realmente importa: felicidade, paz, saúde, amor, proteção divina … E decidi desejar a nós todos paciência e sabedoria para entendermos que, como dizem os poetas Vinícius e Toquinho: “…a vida tem sempre razão…”

Ter esse entendimento, na minha humilde avaliação, traz todo o resto. Por isso eu desejo de todo coração que prestemos atenção nos sinais da vida. Se a vida nos disser não vá, é melhor não ir, não adianta insistir porque vamos nos estrepar. A gente costuma fingir que não entendeu, fingir que não viu ou ouviu e mentir pra nós mesmos… Não adianta! Tem paz quem respeita os limites da vida e seus próprios limites; saúde quem, na maioria das vezes, cuida de seu corpo, porque contra as fatalidades não podemos lutar; realização tem aquele que vai em busca dela e daí quando a vida diz: “não é agora, mas lute pra que seja num futuro próximo” e a gente entende e aceita, ganhamos sabedoria, humildade, perseverança…

Proteção divina nos foi ofertada com a vida, mas é sempre bom lembrar de cuidar um pouco da alma, do espírito, porque junto com a proteção divina também nos foi ofertado o livre arbítrio. Então é preciso saber o que pedimos, pensar antes de escolher nossos caminhos e parar de jogar a culpa em Deus quando algo deu errado nitidamente por causa de nossas más escolhas. Então, toda vez que a gente souber tirar ensinamentos dos tropeços que a vida nos presentear, estaremos recebendo muito mais bênçãos e nos tornando muito mais fortes.

Ela nos testa o tempo todo, mas o bom é que cada uma errada não anula necessariamente uma certa. Ao contrário, às vezes é mesmo preciso errar para achar a resposta.

Desejo então que a gente pare de brigar com a vida, porque ela sempre tem razão!!!! Vai nos cobrar quando falharmos, mas quase sempre nos dará a chance de renovar, refazer ou ao menos nos resignar e não fazer de novo. Quanto mais soubermos entender isso, mais teremos felicidade, mais saberemos amar e mais amor vamos receber. É isso que desejo para todos nós, de todo o coração!!!!

Feliz Natal 

Anoushe Duarte Silveira é brasiliense, jornalista e bacharel em direito, pós graduada em documentário – com especialização em roteiros. Possui textos publicados em jornais e revistas e nos blogs http://www.amigas-da-leitura.blogspot.com/e http://www.recantodasletras.com.br. Possui livros publicados em co-autoria, selecionados em concursos literários.

Recomeçar sempre, artigo de Anoushe Duarte Silveira.

Tudo Azul....e feliz  5ª flor!

Quantas vezes a vida nos dá a chance de recomeçar? A cada nascer do sol, a cada findar do dia…A cada segundo que nos sentimos fortes e temos a coragem de enfrentá-la. Acordar, dormir, respirar e conseguir dizer para ela: hoje eu posso mais. Porque como diz Guimarães Rosa: o que ela (a vida) quer da gente é coragem.

E para recomeçar é preciso mesmo muita coragem, seja lá o que for… Recomeçar a trabalhar, a amar, a caminhar, a viver uma vida a dois, a viver sem o “dois” da sua vida, a viver sem amadas presenças, a viver com difíceis lembranças… Enfim, há recomeços mais difíceis do que outros, mas todos exigem coragem.

Tendo coragem a vida nos surpreende, um belo dia você se depara recebendo uma promoção no novo trabalho, encontrando um novo amor, conseguindo falar sorrindo sobre a pessoa que partiu e se esquecendo da difícil lembrança, mas sem recomeçar nada disso é possível.

Por isso é preciso exercitar o recomeçar, a cada segundo, mais e mais… Porque cada recomeço é um começo mais perfeito que o anterior. Ainda que não seja melhor, é mais perfeito porque já houve uma tentativa e coragem é acima de tudo tentar.

Tente recomeçar a sorrir depois de uma derrota, a abraçar depois de um desentendimento, a perdoar depois de um tropeço, porque, ali mais adiante, o tropeço será seu e muita gente vai recomeçar a entender os seus motivos, a esquecer as suas fraquezas, de novo e de novo e de novo.

Sempre há tempo de recomeçar, porque a gente só deixa de recomeçar quando termina a vida. E para os que acreditam em outras vidas, nem assim deixamos de recomeçar.

Anoushe Duarte Silveira é brasiliense, jornalista e bacharel em direito, pós graduada em documentário – com especialização em roteiros. Possui textos publicados em jornais e revistas e nos blogs http://www.amigas-da-leitura.blogspot.com/ e http://www.recantodasletras.com.br. Possui livros publicados em co-autoria, selecionados em concursos literários. 

Mulheres que gostam de flores, artigo de Anoushe Duarte Silveira.

Flores, foto Marcello Casal Jr/ABr
Foto: Marcello Casal Jr/ABr

Estava conversando com uma amiga sobre presentes preferidos. Ela me contou que havia ganhado um botão de rosa no dia anterior e havia se apaixonado pela iniciativa do rapaz, atitude cada vez menos frequente, por sinal. Foi quando ela me disse que ama receber flores. E eu prontamente concordei: entre joias e flores, prefiro sempre flores. Aí parei para pensar que existem mulheres que gostam de flores e outras que gostam de joias. Assim como existem homens que dão flores e outros que dão joias.

Quem sou eu para tentar entender porque existem e onde se escondem as sutilezas das preferências, não tenho o “bastão da sabedoria”, mas uma coisa eu sei: gosto de flores. Aliás, prefiro as flores. E vai além do ato romântico em si. Prefiro as flores, primeiro, porque são vivas. São cheirosas, coloridas, sedosas, lindas, algumas até com sabor… As joias são frias, insípidas, inodoras…

Bonitas as joias são, tenho de admitir, e transformam uma mulher, mas transformam qualquer mulher, coisa que as flores não fazem. As flores não transformam uma mulher, apenas fazem aflorar o que elas já são. O próprio nome já contém tal significado: “afloram”. Já parou para enxergar o brilho no olhar de quem ganha flores? É um brilho que transborda felicidade, felicidade que já pertence a essa mulher. Um brilho que exterioriza paixão, amizade, gratidão, enfim, tudo que vier incluído no oferecimento de uma flor.

A joia também desencadeia um brilho no olhar, mas parece que quando você a utiliza, de alguma maneira ela te transforma: a básica vira chique, a pobre aparenta riqueza, a simples demonstra luxo, a triste de repente consegue ficar feliz… Por isso prefiro as flores.

A joia parece trazer consigo um quê de imponência, poder, que nem a mais rara ou mais bela das flores pretende transmitir. A começar pelo fato de não se pretender ser eterna: a flor vive o tanto que precisa durar – um dia, uma semana, um mês – e perfuma a alma para sempre. Já a joia,dura várias vidas, gerações e pode não atingir a alma de ninguém. Ao contrário, às vezes provoca discórdia, brigas em inventários, corações partidos. Também por isso prefiro as flores…

Nada contra as joias, elas são necessárias. Afinal, imagine um mundo sem alianças, sem pingentes de coração, sem braceletes e coroas, mas prefiro as flores, porque ao imaginar um mundo sem flores, vejo um mundo cinza, sem cheiro, sem brilho nos olhos, sem sorrisos, sem amor… Por isso prefiro as flores.

Anoushe Duarte Silveiraé brasiliense, jornalista e bacharel em direito, pós graduada em documentário – com especialização em roteiros. Possui textos publicados em jornais e revistas e nos blogs http://www.amigas-da-leitura.blogspot.com/ e http://www.recantodasletras.com.br. Possui livros publicados em co-autoria, selecionados em concursos literários.