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Festival Rc4 aprofunda o diálogo entre as experimentações da música erudita


O Rc4 traz ao Brasil os novas possibilidades da música clássica em janeiro de 2018

A quarta edição do Festival Rc4 chega mais madura e provocativa. O Rc4 já se consolidou como um dos principais festivais que apresentam o que há de mais significativo na interação entre a música clássica e as novas tendências tecnológicas e performáticas pelo mundo, e, nos últimos três anos, trouxe ao Brasil os músicos mais inventivos em suas áreas de atuação. Em 2018, o curador Claudio Dauelsberg propõe ampliar os pontos de contato com o público. Assim, os shows serão promovidos em diversos espaços na cidade, como o Boulevard Olímpico e a Audio Rebel e o Auditório Oito, hub de inovação da Oi, em Ipanema, que inaugura sua programação cultural, com curadoria do Oi Futuro. Além disso, outra novidade da edição são as palestras (RC4 Talks), que ajudarão a situar o público diante do impacto dos desafios das novas tecnologias no cotidiano e aproximar pessoas, empresas e a sociedade em geral para interagir e usufruir dos desenvolvimentos tecnológicos mais avançados. Para isso foi ampliado o leque de temas com o objetivo de oferecer uma panorama que integra música, sociedade, tecnologia, robótica, inteligência artificial e realidade virtual. O Rc4 acontecerá nos dias 20, 23, 24, 25, 26, 27 e 28 de janeiro de 2018, uma realização da Gaia Produções Artísticas e Culturais com produção da Dell’Arte Soluções Culturais, com patrocínio da Oi e apoio cultural do Oi Futuro.

Nesta edição, o festival traz ao Rio de Janeiro o grupo original de Santos Orquestra na Rua, que ocupa as ruas levando a música erudita à população – e esta apresentação será especial, fora do ambiente de teatro, no Boulevard Olímpico. “Decidimos este ano tirar a orquestra do teatro e levá-la até o público, informalmente, proporcionando uma experiência integrativa e interativa. A inclusão, neste caso, é o elemento da arte”, explica Claudio Dauelsberg. Também estarão presentes, na programação no Oito: o jovem quarteto de cordas alemão Vision String Quartet, conhecido por sua sede por novidades e a inserção delas no tradicional mundo da música erudita; Pyanook, projeto do pianista alemão Ralf Schmid, célebre por suas experiências sensoriais e pelas novas possibilidades que ele traz de interação entre os movimentos e os sons; a cantora francesa Camille Bertault, que se lançou em carreira artística a partir de vídeos que viralizaram na internet, nos quais ela interpretava grandes nomes do jazz; e o grupo carioca de música de câmara contemporânea ABSTRAI ensemble, que trabalha primordialmente com composições de músicos brasileiros e estrangeiros ainda vivos.

Estamos vivendo um momento singular no qual as experimentações na música e na tecnologia são infinitas, e estes avanços podem se integrar a causas como inclusão social e digital. A vocação cultural de nosso país é tão rica que certamente poderia gerar uma pioneira e grande transformação social”, sintetiza Claudio Dauelsberg.

Além das apresentações, o Rc4 2018 também promove um dia de palestras, o Rc4 Talks, com Andréa Gomide (Instituto Ekloos), Etiene Abelin (Music Animation Machine), Eduardo Magrani (Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro – ITS) e Ralf Schmid (Pyanook). O objetivo é abrir um diálogo consolidado entre a ciência e a arte com palestras ligadas a inovação, artes integradas e social.

A arte pode tirar um proveito incrível para desenvolver suas inventividades, utilizando toda a força das diversas mídias de comunicação e interatividades não para mudar o mundo, mas para transformar nossa percepção de vê-lo com mais poesia. O Rc4 visa contribuir nessa construção”, conclui Dauelsberg, que é pianista, arranjador, compositor, educador, produtor musical e integrante do grupo PianOrquestra, e também será um dos palestrantes do Rc4 Talks.

Sobre a Dell’Arte

Fundada em 1982 por Myrian Dauelsberg a Dell’Arte, com centenas de projetos de música, dança, teatro e festivais, é uma das mais importantes interlocutoras, produtoras e promotoras de eventos de arte no Brasil.

A empresa foi pioneira no Brasil ao investir na década de 1980 em promoção de espetáculos clássicos, trazendo ao país os grandes nomes da música e proporcionando ao público e artistas locais o conhecimento e a formação de novas plateias para a música erudita.

A década de 1990 foi marcada pela expansão e fortalecimento com a dinamização da sua gestão corporativa. Foram desenvolvidos novos projetos como a estrutura de assinantes da Série O Globo/Dell’Arte Concertos Internacionais; a promoção dos espetáculos para o grande público como o concerto de Luciano Pavarotti no estádio Pacaembu em São Paulo; e a realização das turnês dos renomados ballets internacionais como Kirov e Bolshoi. A partir do ano 2000, iniciou-se o período de consolidação e a Dell’Arte firmou sua posição estratégica no cenário de cultura e entretenimento do país, em especial, nos segmentos de música erudita, jazz, balé e dança contemporânea.

Com três décadas de expressiva atuação, a empresa apresenta uma importância histórica para o cenário da música e dança no Brasil, pois criou referências de qualidade, colaborou com o desenvolvimento de artistas e com a formação de plateias. Outra importância histórica foi a sua contribuição para o desenvolvimento da Lei Rouanet nos seus primeiros anos de vigência, através do fornecimento de dados e informações dos projetos da empresa ao Ministério da Cultura, que foram examinados e avaliados como um dos parâmetros para a formulação dos programas de formatação de projetos e prestação de contas dos patrocínios culturais junto à Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Programação

20 de janeiro

Orquestra na Rua

Ocupar as ruas levando música erudita à população é o conceito que move a Orquestra na Rua, projeto criado em Santos em 2013. E agora, essa turma de músicos que caminha para entrar no quinto ano de iniciativa, vai transferir toda a experiência e o processo de formação colaborativa das ruas e das apresentações ao ar livre para o palco do Festival Rc4 2018.

Idealizado pelos jovens Caio Forster, Leonardo Mallet e Matheus Bellini, o Orquestra na Rua é uma iniciativa independente que funciona como uma orquestra de cordas aberta para quem tiver vontade de tocar, com o objetivo de levar ao povo a música e os instrumentos eruditos e oportunizar a jovens músicos estudantes a participação em uma orquestra, fomentando a arte e a cultura.

A ideia principal, que os move, é democratizar o acesso à música, segundo eles. Na cara e na coragem, o trio costuma arrecadar recursos via financiamento coletivo na internet, tudo para viabilizar as apresentações e também eventualmente contratar mestres musicistas para que liderem naipes de instrumentos. Tudo começou em 2012 com a ideia de juntar 30 músicos para uma apresentação orquestral na Avenida Paulista, em São Paulo, a um custo total de R$ 1.800 que incluía transporte e alimentação dos músicos.

A campanha superou expectativas e arrecadou R$ 2.140, com 65 músicos participantes. O sucesso foi tão grande que o projeto continua realizando intervenções em diversas cidades do estado de São Paulo.

Geralmente, o repertório geral traz obras como Beauty And The Beast, de Alana Menken; Over The Rainbow (Harold Arlen); All I Ask Of You (Andrew Webber); O Poderoso Chefão (Nino Rota); Trenzinho Caipira (Heitor Villa-Lobos); Carinhoso (Pixinguinha); Gaúcho (Chiquinha Gonzaga) e Asa Branca (Luiz Gonzaga). Mas números de Bach, Mozart, Beethoven e até o hino da cidade de Santos e um tema folclórico russo já foram apresentados.

23 de janeiro

Rc4 Next – Ivo Senra Trio e Dj Gasper

O Rc4 Next aposta nos novos talentos brasileiros e apresenta ao público o Ivo Senra Trio, do premiado músico Ivo Senra, e o Dj Gasper, heterônimo do multinstrumentista Pedro Bernardes. Dois trabalhos distintos que convergem na ousadia estética e na proposição de novas possibilidades na música com a inserção consciente e propositiva de elementos eletrônicos.

Ivo Senra Trio

Nesse show o trio explora novas possibilidades para composições clássicas da música brasileira apoiados em elementos do jazz contemporâneo fazendo uma ponte entre o antigo e a vanguarda. Ivo Senra é um premiado produtor musical e nos últimos tem percorrido vários países com seus projetos autorais. Luís Leite é um violonista formado em Viena que tem uma longa estrada com sua carreira internacional como violonista erudito e popular. Lourenço Dia de Vasconcelos é um baterista e vibrafonista com pós graduação nos EUA que vem se apresentando com muitos artistas da cena contemporânea brasileira.

Ivo Senra

Vencedor do “Prêmio da Música Brasileira” de 2012 como produtor musical, na categoria música eletrônica, vem sendo elogiado por veículos da imprensa internacional, como o New York Times (que saúda seus arranjos como “quebra-cabeças com múltiplas soluções”) e o NPR.org, que o compara a George Martin, o “quinto Beatle”, por sua atuação como produtor musical.

O som metafísico e a filosofia freestyle de Pedro Bernardes

Ele poderia ser um metafísico ou um filósofo freestyle, mas é músico dentre zilhões de outras coisas.
“Wladimir Gasper, sobrinho de um cineasta russo, nasceu na Ucrânia e veio pro Brasil ainda jovem. Saiu do ex-país soviético para se aventurar nas inspirações dos trópicos e aqui criou seu bunker”
Assim, o artista Pedro Bernardes transforma sua realidade íntima-psicodélica em sons inusitados, que podem ser marcados ao compasso de seu próprio corpo. Cheio de metáforas e improvisos, ele é um cara de interseções, não de pertences -” Gosto de materializar a música de forma dinâmica, independente de instrumentos ou estilos. Meu som é um quebra-cabeça: eu tenho as peças, mas posso arranjá-las da forma que eu quiser “– confidencia o beat-maker, instrumentista e arranjador. No fantástico mundo de “instrumentos vintages” de Wladimir Gasper vive um talentoso músico, que toca sempre ao vivo, e cada vez mais requisitado. Ele tem formação autodidata, diz não ter conhecimento de vertentes, escolas e não investe muito tempo para ouvir outros artistas. Seu compromisso é consigo mesmo e suas ideias, que se transformam em sonoridades mirabolantes. “Trabalho na medida do meu prazer. Não é necessariamente uma música que vai me influenciar, são as pessoas, uma atitude, uma arquitetura. É tudo sinestesia. Me relaciono com o som de forma imaterial, é espírito. Me divirto muito nesse processo íntimo de criação, na experimentação. É uma felicidade fodida quando você tem uma inspiração na cabeça e consegue materializá-la” – revela.

Pedro, 34 anos, está inserido em diversos meios, fazendo de tudo um pouco, já que tem total aversão a rótulos. Já trabalhou com artistas como D2, Gabriel Pensador, Bebel Gilberto, Timbalada, Carlinhos Brown, Sergio Mendes, Marisa Monte, Mario Caldato, Seu Jorge, Beck, John Legend, entre outros. Experimentando o processo de criação em outras áreas projetou um berço-harpa, que foi selecionado para a feira de Design em Dubai 2012 (http://migre.me/bVzwi). Dirigiu o filme de apresentação da marca paralímpica e criou sua marca sonora. Participou e criou a trilha, para o filme de apresentação da marca olímpica RIO2016 (http://vimeo.com/18331485). Compôs a faixa para CD em homenagem ao Jongo, pelo Estúdio de Criação, em outubro 2012 (http://migre.me/bVzNu).

24 de janeiro

Vision String Quartet

Quatro jovens músicos com um desafio pela frente: adaptar, inovar e brincar com a música clássica para que ela seja percebida e apreciada pelos públicos mais novos sem que se deixe de lado elementos tão caros ao público mais tradicional. Em suma, esse é o conceito que move o Vision String Quartet, fundado em 2012, na Alemanha, já considerado um dos melhores quartetos de cordas da nova geração da música clássica.

Os quatro rapazes, Jakob Encke, Daniel Stoll, Leonard Disselhorst e Sander Stuart, nenhum deles com mais de 27 anos, se apresentam diante do público brasileiro no Festival Rc4 com a marca que lhes é peculiar: a sede pela inovação.

Com suas idiossincrasias (o grupo costuma se apresentar de pé e sem partituras), os quatro já deixaram uma marca na Alemanha que os permitiu percorrer algumas das mais prestigiosas salas de concerto da Europa Ocidental, como a Gewandhaus Leipzig, a Tonhalle Düsseldorf, o Konzerthaus Berlin e a Philharmonie Luxembourg, além de festivais de renome como o Festspiele Mecklenburg-Vorpommern, o Festival de Música de Rheingau, o Schleswig (Festival de Música de Holstein), o Heidelberg Frühling e o Festival de Lucerna.

A lista de peculiaridades que os distinguem da maioria dos músicos clássicos vai longe: eles já se apresentaram na completa escuridão, já colaboraram em projetos com o renomado coreógrafo e dançarino de balé John Neumeier e trabalharam em conjunto com designers de iluminação para trazer outras dimensões para suas performances. E suas gravações ao vivo de são regularmente transmitidas por estações de rádio alemãs. Todos esses temperos, é claro, misturados com sutileza e elegância para não afastar os consumidores mais tradicionais da música clássica. Se está dando certo ou não, os prêmios conquistados dizem tudo. Só em 2016, o Vision String Quartet conquistou o Prêmio Würth de música, o Festival Mecklenburg-Vorpommern na categoria “escolha do público”, o Concurso Internacional de Genebra e o Concurso Felix Mendelssohn Bartholdy em Berlim.

25 de janeiro

RC4 Talks

Espaço para reflexão e atualização sobre tecnologia e seu impacto/transformação no cotidiano em diversas áreas, com o objetivo de aproximar  pessoas, empresas e a sociedade em geral para interagir e usufruir dos desenvolvimentos tecnológicos mais avançados.

– Claudio Dauelsberg – Novos rumos na música. Tecnologia e inclusão e realidade virtual.

– Ralf Schmid –  Uma nova perspectiva na perfomance interativa. MI.MO GLOVES.

– Etienne Abelin-MAM – Music Animation Machine – Expandindo percepção sensorial.

– Andréa Gomide “Aceleração Social: Inovação e Impacto através da Cultura”

– Eduardo Magrini: “Um mundo Techno regulado”

– Oscar Evangelista – “O impacto da inteligência artificial na sociedade contemporânea”

Breve biografia dos palestrantes:

Etienne Abelin (MAM- Music Animation Machine)

Etienne, fundador da classYcal, uma start up dedicada a promover inovações na música clássica, levou a musica clássica para clubes noturnos e outros espaços que não salas de concertos convencionais. Está trazendo pela primeira vez ao Brasil o software Music Animation Machine Live (MAM), uma partitura gráfica apresentada no TEDxAmsterdam (Colouring music with the Music Animation Machine: Etienne Abelin at TEDxAmsterdam). Atuou com Claudio Abbado. Wilson Sukorski, compositor, performer, construtor de instrumentos musicais inusitados e pesquisador em áudio digital vai apresentar sua “música e vídeo performance sonora”, com improvisações musicais.

Claudio Dauelsberg (PianOrquestra)

Claudio Dauelsberg é pianista, arranjador, compositor,  educador e produtor musical. Mestre em Piano Performance pela UFRJ, se especializou em Arranjo, Composição, Novas Linguagens Tecnológicas Aplicadas à Música pela Berklee College of Music. É Doutor em Música pela UNIRIO, onde é professor. Claudio é responsável por promover expressivos movimentos na área da música instrumental brasileira como o projeto PianOrquestra criado em 2002,  onde elementos étnicos e raízes brasileiras são explorados fazendo com que o piano, tocado a dez mãos simultaneamente, se transforme em sua própria orquestra. Com o PianOrquestra gravou dois DVDs,  “DEZ MÃOS E UM PIANO” e  “MULTIFONIAS, que contou com a participação de grandes  vozes como  Monica Salmaso, Teresa Cristina, Maíra Freitas, Mariana Baltar e Manu Santos, além da inovadora concepção visual de Batman Zavareze. Além disso, é criador e curador do Festival Rc4.

Andrea Gomide (instituto Ekloos)

Fundadora e Presidente do Instituto Ekloos, é pós graduada em gestão estratégica de negócios pela FGV, com PMD (Program Management Development) pelo IESE Business School de Barcelona. Ex-executiva do mercado corporativo e com mais de 20 anos de experiência na área social, atua como mentora de ONGs e negócios sociais nas áreas de estratégia, marketing e gestão, apoiando-os no desenvolvimento sustentável de suas iniciativas e no aumento de seu impacto social.

Ralf Schmid (MI.MU Gloves)

Ralf Schmid estudou piano clássico, composição de jazz e música de cinema em Stuttgart, Nova York e Los Angeles. Suas composições únicas refletem uma visão musical cheia de personalidade estilística. Ele trabalhou com artistas diversos como: Michael Brecker, Whitney Houston, Daniel Hope, Herbie Hancock, Natalie Cole, Ivan Lins, Pee Wee Ellis, New York Voices, Danish Radio Big Band, The Budapest Philharmonic, Henry Mancini Institute Orchestra Los Angeles e muito outros nas principais cidades da Europa, Estados Unidos, Ásia, África do Sul, Cuba e Brasil. É professor na famosa universidade de música de Freiburg, Alemanha, desde 2002.

Eduardo Magrani (Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS))

Coordenador da área de Direito e Tecnologia do ITS-Rio. Senior Fellow no Alexander von Humboldt Institute for Internet and Society e Pesquisador Associado na Law Schools Global League. Doutorando e Mestre em Direito Constitucional pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Bacharel em Direito pela PUC-Rio, com intercâmbio acadêmico na Universidade de Coimbra (Portugal) e Université Stendhal-Grenoble 3 (França). Professor de “Direito e Tecnologia” e “Propriedade Intelectual” na Graduação da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas (FGV DIREITO RIO). Professor da Pós-Graduação da FGV e PUC-Rio. Pesquisador e Líder de Projetos nas áreas de E-democracia, Internet das Coisas e Tecnologias Disruptivas no Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV (2010). Advogado desde 2010, atuando ativamente nos campos de Direitos Digitais, Direito Societário e Propriedade Intelectual. Membro permanente das Comissões de “Direito e Tecnologia da Informação”, “Ensino Jurídico” e “Aspectos Jurídicos do Empreendedorismo e das Startups” na OAB-RJ. Coordenador do Projeto Access to Knowledge Brasil, Creative Commons Brasil e da Newsletter Internacional “Digital Rights: Latin America and the Caribbean” (2013). Autor de diversos livros e artigos na área de Tecnologia e Propriedade Intelectual, dentre eles: “Democracia Conectada” (2014), “Digital Rights: Latin America and the Caribbean” (2017) e “A Internet das Coisas” (2017).

Oscar Evangelista ( Cyberlabs)

Mestre em Administração pelo Instituto COPPEAD de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (2013) e bacharel em Administração de Empresas pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (2001). É sócio do CyberLabs e professor colaborador do Instituto COPPEAD de Administração e da Escola Politécnica da UFRJ.

26 de janeiro

Pyanook

Se John Cage tivesse conhecido a luva de dados do pianista alemão Ralf Schmid, provavelmente suas experiências com o piano preparado teriam sido ainda mais revolucionárias. Com seu projeto audiovisual Pyanook, Schmid promete impressionar o público brasileiro no Festival Rc4 com seu piano “de outra galáxia”, tocando o instrumento e manipulando sons eletrônicos, sem tirar as mãos do teclado.

A mágica acontece com auxílio da tecnologia. Uma luva de dados converte os movimentos das mãos e dos dedos em sinais que são encaminhados para um computador. Dessa forma, o equipamento processa o som enquanto o artista esbanja talento em dois pianos. Com um software de música, Schmid produz efeitos orquestrais combinando diferentes timbres, texturas e cores.

O resultado é a eliminação dos limites entre a música erudita e eletrônica. A luva deixa os dedos soltos para tocar o piano livremente, enquanto as mãos se inclinam para o lado, se deslocam no ar ou, simplesmente ao movimento de um dedo, o som se transforma em tempo real. O potencial por trás do uso da luva possibilita ao artista projetar com os mínimos gestos os sons eletrônicos aliados ao som acústico do piano, como um dançarino, um ator ou um mago. Tudo num momento mágico de conexões entre som e movimento, que continuam reverberando na imaginação do ouvinte.

Schmid trabalhou junto ao parceiro de longa data, o produtor Michele Locatelli, para trazer novidades à apresentação. No Brasil, será apresentada a suíte em quatro sets para piano e luva mágica, resultado de um semestre de pesquisa em Oslo, Noruega. A composição em quatro partes é exibida com cores sonoras especiais e baseada nos quatro elementos que ele chama de EARTHLOOP, FIREFLYER, WATERBORNE e AIRA.

27 de janeiro

Camille Bertault

Nem todo mundo que viraliza em vídeos na internet acaba resistindo aos seus quinze minutos de fama e conseguindo estabelecer uma carreira estável nos palcos reais. O caso da cantora francesa Camille Bertault, de 29 anos, pode ser considerado um feliz exemplo de artista que aproveitou a exposição na internet para se lançar em uma carreira no jazz que tem tudo para ser tão bem sucedida quanto a sua empreitada online.

Chamada de “sensação viral da internet” em reportagem da revista Vogue, Bertault será uma das atrações da quarta edição do Festival Rc4, no Rio de Janeiro, onde irá exibir todo o talento que a fez ter mais de 800 mil visualizações no YouTube e 30 mil seguidores no Facebook com suas improvisações, gravadas de forma caseira, em cima de grandes temas do jazz. Aos 29 anos, a francesa vai exibir o repertório de seu disco “En Vie”, lançado em 2016 e que conta com canções de mestres do jazz, como Herbie Hancock, Wayne Shorter e Duke Ellington, além de composições próprias.

Filha de um pianista amador e engenheiro de som, a parisiense estuda música desde os oito anos de idade, mas amargou um duro revés: foi reprovada em seu exame final no Conservatório de Paris, onde estudava, em 2015. Sem abaixar a cabeça, decidiu gravar um vídeo improvisando letras em francês em cima de todas as notas do solo de John Coltrane em Giant Steps. Superada a tarefa e gravado o vídeo no YouTube, a francesa contabilizou milhares de visualizações em poucas horas — hoje, são 150 mil. Sua qualidade chamou a atenção dos críticos, que não pouparam elogios à estrela em ascensão oriunda da internet. No Festival Rc4, onde se apresentará no dia 28 de janeiro, Camille será acompanhada pelo celebrado pianista Dan Tepfer.

28 de janeiro

ABSTRAI ensemble

O ABSTRAI ensemble é um grupo de música de câmara contemporânea formado por instrumentistas e compositores, todos residentes no Rio de Janeiro, que trabalha principalmente com colaborações de compositores brasileiros e estrangeiros vivos, além do repertório clássico do século XX. Criado por Pedro Bittencourt em 2005, e tendo feito concertos em França, Alemanha e Portugal do ano de fundação até 2009, o grupo se apresenta no Brasil desde 2011 e dedica parte de seu tempo às atividades pedagógicas, como oficinas, master classes e encontros de composição.

O grupo, que também utiliza regularmente as últimas tecnologias digitais (eletroacústica e música mista), trabalha não só com peças musicais instrumentais mas também com vocais, e tem como um de seus principais objetivos estimular a produção e a circulação de novas obras musicais. Mais do que isso, o ABSTRAI ensemble aposta na renovação da música de concerto contemporânea através também da informação. Durante a apresentação, obras são comentadas pelos integrantes do grupo, buscando fornecer ao público material informativo sobre o processo criativo, composição e curiosidades. Além disso, abrem espaço para o público comentar as apresentações após os concertos, fortalecendo o diálogo e a interatividade.

Com direção musical e saxofones de Pedro Bittencourt, o grupo se apresenta atualmente com Doriana Mendes nos vocais, Pauxy Gentil-Nunes e Andrea Ernest Dias nas flautas, Batista Jr. nas clarinetas, João Luiz Areias no trombone, Ariane Petri no fagote, Nailson Simões no trompete, Mariana Sales no violino e na viola, Fernando Thebaldi na viola, Larissa Coutrim no contrabaixo, Marcus Ribeiro no violoncelo, Fabio Adour no violão, na guitarra e na regência, Marina Spoladore e Katia Balloussier no piano, Tobias Volkmann na regência e Daniel Serale nas percussões.

Serviço

FESTIVAL Rc4

Datas: 20|23|24|25|26|27|28 de janeiro de 2017

  • Dia 20 – Orquestra na Rua (no Boulevard Olímpico, próximo ao Museu do Amanhã)

  • Dia 23 – Rc4 Next – Ivo Senra Trio e Dj Gasper (Audio Rebel)

Programação do Auditório Oito

  • Dia 24 – Vision String Quartet

  • Dia 25 – RC4 Talks

  • Dia 26 – Pyanook

  • Dia 27 – Camille Bertault

  • Dia 28 – ABSTRAI ensemble

Rc4 Talks (Auditório Oito)

Palestras ligadas a inovação, artes integradas e social.

Palestrantes

PianOrquestra – Claudio Dauelsberg

MI.MU Gloves – Ralf Schmid

MAM- Music Animation Machine – Etienne Abelin

Instituto Ekloos – Andreia Gomide

Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS) – Eduardo Magrani

Cyberlabs – Oscar Evangelista

Rc4 Next (Áudio Rebel)

Ivo Senra Trio e Dj Gasper

Locais:

Auditório Oito

Endereço: Rua Visconde de Pirajá, 54 – Ipanema

Preço: Gratuito. Ingressos limitados sujeitos à lotação e disponíveis 1h antes do evento, por ordem de chegada.

Horário: 20h (Rc4 Shows) e 18h (Rc4 Talks)

Capacidade: 80 lugares – Classificação: livre – Tel. (21) 4002-0019

Boulevard Olímpico (na Orla Prefeito Luiz Paulo Conde)

Evento gratuito – Horário: 15h

Audio Rebel

Endereço: Rua Visconde Silva, 55 – Botafogo

Preço: gratuito – Horário: 19h – Classificação: livre – Tel. (21) 3435 2692

Sites: www.dellarte.com.br/festivalrc4www.festivalrc4.com.br

Assessoria de Imprensa: Mais e Melhores Produções Artísticas

Tel.(21) 2208-5952 – [email protected]

Paulo Almeida – Tel. (21) 98197-5600[email protected]

Informações sobre o Oi Futuro

Carla Meneghini
Comunicação Institucional – Oi Futuro – Tel. (031 21) 3131-3096 /(031 21) 98834-8827
[email protected]

Fonte: Paulo Almeida[email protected] em 17/01/2018.