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A cidade foi fundada no ano de 1791 e recebeu o nome de Barbacena, em homenagem ao Visconde do mesmo nome. A propriedade de grandes extensões de terra neste vasto território permitiu a formação de uma elite relativamente ampla de ilustres famílias barbacenenses. Essa mesma elite dominou econômica e politicamente a história do município e, participou da vida nacional, tanto na Colônia, como no Império e na República.
Foi justamente essa combinação da base agropastoril, da elite proprietária de terras e da localização estratégica, que permitiu à Barbacena adaptar-se às mudanças nos processos de desenvolvimento nacional e estadual.
A cidade é conhecida em todo o Brasil e também no exterior, como a “Cidade das Rosas”, devido à grande produção de primeira qualidade desta flor. O título de Cidade das Rosas é perfeito para Barbacena. A temperatura média anual fica na casa dos 17 graus, o que garante um clima perfeito para a plantação de flores e frutas.
Repleto de praças e jardins, o município recebe muitos visitantes no mês de outubro, quando acontece a Festa das Rosas, com intensa programação de shows, desfile de carros alegóricos e feira de artesanato.
As festas em Barbacena também são muito conhecidas e atraem milhares de visitantes. Entre elas destacam-se: Jubileu de São José Operário, Exposição Agropecuária, Festa do Morango, Festas das Rosas e das Flores, entre outras.
Muitos pontos turísticos também ganham destaque nessa cidade que conserva os seus monumentos históricos. Alguns deles são: a Matriz Santuário, Nossa Senhora de Assunção, Nossa Senhora do Rosário, a Basílica de São José Operário, a Estação Ferroviária, o Jardim do Globo, e outras belezas que fazem com que Barbacena seja sempre visitada pelos seus turistas.
Nem tudo, porém, são flores na história de Barbacena. No passado, a cidade ficou conhecida pelos maus tratos aos internos do Hospital Colônia. O manicômio continua em atividade, porém, métodos e tratamentos foram revistos.
História da Cidade:
Os primeiros povoadores da região, subiram pelo Rio das Mortes até o vale chamado de Ribeirão de Alberto Dias.
A primeira capela, dedicada a Nossa Senhora da Piedade, surgiu no local chamado de Campolide, apesar de modesta recebeu a investidura de Matriz, com a criação de freguesia , em 19 de agosto de 1726.
Em 27 de novembro de 1748, estando pronta apenas a capela mor, construída de taipa, foi consagrada a igreja. Situava-se no alto da colina inteiramente isolada. Então os moradores pediram licença para formarem um arraial em torno da igreja, e em 9 de maio de 1747 o engenheiro Alpoim, demarcou o espaço do arraial. Só em 15 de maio 1753, por um despacho de sua majestade ( ganho de causa dos moradores contra Gomes Freire de Andrada e Estevão dos Reis que queriam monopolizar o comércio na cidade) as primeiras casas foram construídas iniciando assim o arraial. Em 1759, devido a precariedade da construção, a igreja estava em ruínas e pelo próprio Alpoim deu-se o início da reconstrução do templo. Em 1764 a construção foi concluída, depois de enfrentar problemas financeiros que implicou até na interferência de Sua Majestade que permitiu o Padre Feliciano Pita de Castro a licença para lançar uma finta (logro, calote) de modo que todos moradores contribuíssem para o término da construção.
Em 14 de abril de 1791 foi criada a vila com o nome de Barbacena. Com a elevação a vila, existia o privilégio de se ter um pelourinho, e o próprio Visconde de Barbacena presidiu a cerimônia do levantamento do pelourinho. Em 9 de março 1840 foi elevada à categoria de cidade, com a denominação de nobre e muito leal cidade de Barbacena.
Em 7 de setembro de 1923 foi dado ao distrito da sede o nome de Barbacena, pois ainda era denominado de Nossa Senhora da Piedade de Barbacena.
O Município é um grande produtor de frutas e de flores. Se destaca como centro de ensino, com expressiva influência regional, tendo também um comércio diversificado.
Principais Pontos Turísticos:
Basílica de São José Operário
Construção moderna da década de 1960, tem arquitetura em cruz grega. As peças de destaque desta Igreja são: a imagem de São José Operário, a Pia Batismal e a Via Sacra. Chama a atenção os vitrais em estilo dos da Antuérpia.
Biblioteca da EPCAR
Possui vasto acervo de livros antigos, com destaque para a literatura aeronáutica. Está localizada no prédio da EPCAR (Escola Preparatória de Cadetes do Ar).
Biblioteca da Escola Agrotécnica
Possui um grande acervo voltado para as áreas de agricultura, zootecnia, agroindústria, paisagismo, turismo, informática, administração, meio ambiente e enfermagem. Está localizada no prédio da Escola Agrotécnica Federal de Barbacena.
Biblioteca Municipal
Possui alguns livros antigos. Existe bibliografia escolar e literária, bem como periódicos e jornais. Há ainda um pequeno arquivo com coleção de mapas e alguns textos de referência histórica. Funciona no antigo prédio da Cadeia Pública.
Câmara Municipal de Barbacena
Localizado no centro da cidade, diante da Praça dos Andradas. De estilo colonial, possui dois pavimentos e conjunto de janelas que se abrem para a rua. O prédio abriga a Câmara Municipal de Barbacena e é conhecido também por Palácio da Revolução Liberal, uma vez que ali se reuniam os integrantes da referida revolução.
Casa de Cultura – Cadeia Velha
No antigo prédio da Cadeia Pública funciona hoje a Casa da Cultura de Barbacena, tombada pelo IEPHA, abrigando a Biblioteca Pública Municipal e o Conservatório Municipal. Construção da época Colonial, foi feita em duas etapas, apresentando visivelmente diferenças de arquitetura. A 1ª parte fora construída desde os primeiros anos do século XIX, não possuindo data certa. Abrigou a 1ª cadeia pública do município. Na década de 1980 passou por muitas reformas, o que adulterou significativamente sua arquitetura original.
CEFEC (Centro Ferroviário de Cultura)
Instalado na estação ferroviária, onde são realizados cursos na área de dança, esportes, artes plásticas e ciências, além de funcionarem oficinas e uma galeria de arte.
Chafariz A Leda e o Cisne
Artística estátua de mármore de Carrara. Presenteada à Câmara Municipal de Barbacena em 1887. Localizada no Jardim do Globo, possui dois segmentos, fazendo com que a água transborde de um para o outro. É ladeado por um pequeno jardim de flores. O chafariz faz referência à antiga lenda grega de Leda e o Cisne, na qual Zeus se transforma em cisne para seduzir a bela e graciosa Leda.
Epcar
Localizada no centro do município, este belo exemplar da arquitetura neoclássica abriga hoje a Escola Preparatória de Cadetes do Ar. Com vasta área, a Escola possui biblioteca, teatro, cinema, exemplares de aviões desativados, quadras esportivas, campos de futebol, piscina e muitos outros equipamentos de lazer e entretenimento. O casarão foi sede da Chácara de Herculano Ferreira Paes, tornando-se depois colégio providência, Colégio Abílio, Ginásio Mineiro e por fim a EPCAR.
Escola Agrotécnica Federal de Barbacena
Fundada em 1913 pelo educador Diaulas Abreu, a Escola Agrotécnica possui um conjunto arquitetônico de estilo normando projetado na França. Possui uma torre lateral, em cujo interior existe um relógio alemão. Localizada no centro do município, esta é a escola agrícola mais antiga do país.
Estação Ferroviária
E. F. Dom Pedro II (1880-1889)
E. F. Central do Brasil (1889-1975)
RFFSA (1975-1996)
Município de Barbacena, MG
Linha do Centro – km 378,236 (1928) MG-0373
Inauguração: 27.06.1880
Uso atual: espaço de recreação da Prefeitura com trilhos
Histórico da Linha
Primeira linha a ser construída pela E. F. Dom Pedro II, que a partir de 1889 passou a se chamar E. F. Central do Brasil, era a espinha dorsal de todo o seu sistema. O primeiro trecho foi entregue em 1858, da estação Dom Pedro II até Belém (Japeri) e daí subiu a serra das Araras, alcançando Barra do Piraí em 1864. Daqui a linha seguiria para Minas Gerais, atingindo Juiz de Fora em 1875. A intenção era atingir o rio São Francisco e dali partir para Belém do Pará. Depois de passar a leste da futura Belo Horizonte, atingindo Pedro Leopoldo em 1895, os trilhos atingiram Pirapora, às margens do São Francisco, em 1910. A ponte ali construída foi pouco usada: a estação de Independência, aberta em 1922 do outro lado do rio, foi utilizada por pouco tempo. A própria linha do Centro acabou mudando de direção: entre 1914 e 1926, da estação de Corinto foi construído um ramal para Montes Claros que acabou se tornando o final da linha principal, fazendo com que o antigo trecho final se tornasse o ramal de Pirapora. Em 1948, a linha foi prolongada até Monte Azul, final da linha onde havia a ligação com a V. F. Leste Brasileiro que levava o trem até Salvador. Pela linha do Centro passavam os trens para São Paulo (até 1998) até Barra do Piraí, e para Belo Horizonte (até 1980) até Joaquim Murtinho, estações onde tomavam os respectivos ramais para essas cidades. Antes desta última, porém, havia mudança de bitola, de 1m60 para métrica, na estação de Conselheiro Lafayete. Na baixada fluminense andam até hoje os trens de subúrbio. Entre Japeri e Barra Mansa havia o Barrinha, até 1996, e finalmente, entre Montes Claros e Monte Azul esses trens sobreviveram até 1996, restos do antigo trem que ia para a Bahia. Em resumo, a linha inteira ainda existe… para trens cargueiros.
A Estação
O Eng. Henrique Dumont, pai de Santos Dumont, foi empreiteiro do trecho João Ayres-Barbacena. A estação ferroviária original foi inaugurada em 27 de junho de 1880, sob a administração do Eng. Herculano Veloso Ferreira Pena, sendo sido demolida quando, em 15/11/1931, foi inaugurada a atual estação, construída pela firma Dolabela, Portela & Cia. Daqui saía, desde 1910, um dos entroncamentos da linha do Paraopeba, da antiga E. F. Oeste de Minas, que, embora até 1931 possuísse sua própria estação, a partir daí passou a dividir a nova estação da Central. Esse ramal tinha a bitola de 0,76 m e parte dele encontra-se em operação até hoje, entre Tiradentes e São João DEl Rey, para fins turísticos. Os trens de passageiros não passam por Barbacena desde o fim do lendário Vera Cruz, em 1991.
Fonte: Guia do Turismo Brasil, Férias Brasil e Portal Férias.