A cidade turística de Morretes cativa os visitantes com suas ruas estreitas, antigos casarões e com o tradicional Barreado
Situada aos pés da Serra do Mar, Morretes encanta por sua Natureza preservada, seu clima agradável, a saborosa gastronomia que oferece o famoso Barreado e suas charmosas pousadas.
Morretes atrai e cativa turistas com suas ruas estreitas, antiga casarões e pontes, vida pacata e o ar descansado de seus moradores. Pode-se chegar a ela pela Estrada da Graciosa ou pela Rodovia BR-277 a 75 Km da capital Curitiba. Ou ainda, pelo trem/litorina da Serra Verde Express.
Algumas das estradas mais bonitas do país são as que levam a Morretes, cidadezinha do litoral paranaense famosa pelas construções históricas e pelo Barreado, um prato típico regional. Partindo de Curitiba, pode-se ir de carro ou de trem. A primeira opção é via Estrada da Graciosa – e o nome já diz tudo!
A histórica Estrada da Graciosa, que liga Morretes e Antonina à capital, foi construída durante o Brasil Império e é uma das estradas mais bonita do país, margeada por flores e rios, em meio à exuberante beleza da paisagem.
São 33 quilômetros de curvas, paralelepípedos e paisagens panorâmicas que descortinam encostas floridas, mata Atlântica, picos e cachoeiras. De tão encantadora, a estrada inaugurada em 1873 é pontilhada por mirantes para que os viajantes possam apreciar o visual e tirar fotografias. Vale aproveitar as paradas também para comprar deliciosas balas de banana, além de cachaça e mel.
Quem optar pelo trem faz uma belíssima viagem de três horas. São 110 quilômetros em meio à serra do Mar, cortando a mata Atlântica e passando por 13 túneis e pontes. Inaugurada em 1890, a estrada de ferro é uma das mais antigas em funcionamento no país. Os passeios acontecem nos finais de semana e há três classes de vagões: econômico, turístico (guia e lanche) e litorina (guia, lanche e luxo).
A 15 km da estação fica o Ekôa Park, criado em 2018 para preservar uma área de 238 hectares de Mata Atlântica. O cenário privilegiado convida a atividades de lazer, de aventura e contemplação. São trilhas, oficinas, observação de pássaros, bolha humana, tirolesa, arvorismo, rapel e voo de balão. O espaço oferece ainda playground, restaurante, loja e bicicletário.
Uma vez em Morretes, conheça os muitos atrativos da cidade fundada pelos jesuítas em 1733, às margens da baía de Paranaguá. No centro, os destaques são as construções históricas bem preservadas e que hoje abrigam museus e espaços culturais. Já nos arredores, a natureza oferece uma gama de atividades radicais, como as caminhadas pela serra do Mar que levam aos saltos dos Macacos e da Fortuna; os trekkings no Parque Estadual do Marumbi; e o bóia-cross pelas águas geladas do rio Nhundiaquara.
O Nhundiaquara (nhundi, peixe e quara, buraco) não apenas serviu como primeira via natural de penetração, facilitando a ligação do litoral com o Planalto, mas propiciou a extração de muito ouro.
A marca colonial da cidade está principalmente na Igreja de São Benedito do Porto, enquanto que a Igreja Matriz guarda em seu interior a Via Sacra a óleo do famoso pintor local Theodoro de Bona.
Morretes teve participação importante no ciclo da colonização paranaense, pois foi a corrida ao ouro, que levou centenas de aventureiros e mineradores a ocuparem a região. Além do ouro, também o ciclo da erva-mate marcou o desenvolvimento de Morretes, seguindo-se outras atividades agrícolas que até hoje é um dos maiores responsáveis pela vida econômica do município.
Morretes é reconhecida nacionalmente como grande produtora de gengibre e dentre as cidades do Litoral destaca-se como a maior produtora de hortifrutigranjeiros e agroindústria familiar. Além da agricultura, o Turismo é o hoje o maior setor gerador de renda para a cidade. O grande propulsor é o famoso, tradicional e histórico Barreado, prato típico do Litoral do Paraná.
Aproveite ainda para visitar diversas lojas de artesanato, restaurantes, sorveterias e cafés. Para repor as energias, experimente o Barreado. A iguaria é preparada em panela de barro e feita com pedaços de carne e farinha de mandioca. O cozimento dura entre três e 12 horas e o prato, de dar água na boca, é servido acompanhado por banana da terra e laranja.
Fonte: Guia do Turismo Brasil e Ferias Brasil.