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Indicada ao Prêmio Shell de Teatro de São Paulo na categoria Inovação, Na Selva das Cidades – Em Obras terá temporada com apresentações gratuitas
A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta, a partir de 11 de agosto (sexta-feira), às 19h, a montagem de Na Selva das Cidades – Em Obras, com a mundana companhia. Escrito em 1927 pelo dramaturgo alemão Bertolt Brecht (1898-1956), o texto Na Selva das Cidades continua atual, quase um século depois, ao alinhar exclusão social aos poderes da vida em sociedade. Em cartaz até o dia 26 de agosto, a temporada conta com apresentações gratuitas nas terças, quartas e sextas, às 19h, e sábados e domingos, às 18h.
Dirigido por Cibele Forjaz, Na Selva das Cidades – Em Obras foi indicada na categoria Inovação para o Prêmio Shell de Teatro de São Paulo, no primeiro semestre de 2017, e narra a luta entre dois homens numa metrópole americana. Nas extremidades desta luta, encontramos dois tipos opostos: um rico comerciante de madeiras malaio versus um pobre balconista que migrou com sua família do campo para a cidade grande. No enredo, não ficam claros os motivos que levam os dois homens ao embate, porém, tudo (família, amores, parceiros, amigos, justiça, polícia e negócios) em torno deles vai sendo envolvido até que a narrativa acaba por englobar toda a cidade.
Interessa aos criadores a transitoriedade: a cada nova ocupação, tudo se transforma em função da relação com o espaço ocupado, sua história, economia, política e as várias relações sociais implicadas no trabalho, a cada momento. Desta forma, o cenário propõe sempre uma nova intervenção, com novas configurações de luz, vídeo, figurinos e objetos de cena. O trabalho dos atores também não tem marcas fixas, mas regras que determinam a movimentação e o desenho da cena. “Tem um jogo entre o teatro e a antropologia urbana. A imersão por São Paulo durante a pesquisa de linguagem nos deu um eixo. Cada nova paragem da peça nos exige um estudo de campo, colocando uma lente de aumento nas questões e contradições do lugar”, explica a diretora Cibele Forjaz.
À direção soma-se sempre uma equipe propositiva, isto é, componentes do grupo assumem uma espécie de curadoria. No Rio, Aury Porto, Cibele Forjaz e Luiza Lemmertz assumem a função. Eles determinarão os rumos que a peça tomará a partir de um storyboard criado em conjunto com, por exemplo, artistas da cenografia e figurino.
A CAIXA Cultural Rio de Janeiro é a primeira parada da peça fora de São Paulo desde a sua estreia, e os cariocas terão a oportunidade de assistir a uma montagem especialmente criada para o Teatro de Arena do espaço. “Nesta ocupação pegaremos toda nossa experiência direta com a cidade e colocaremos no ambiente artificial de um teatro de arena. O cenário será composto de um platô em forma de octógono que nos remete às lutas de MMA e de alguns aparelhos de TV que contêm informações sobre cada quadro da peça. Nesta versão daremos ênfase especial ao desafio inicial que detona a luta dentro do texto de Brecht: ‘Quanto custa sua opinião?’”, contextualiza Aury Porto, fundador da mundana companhia com Luah Guimarãez.
A pesquisa para a montagem da peça ainda resultou em um livro distribuído gratuitamente para escolas e instituições de teatro de todo o país. A temporada do espetáculo no Rio tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e Governo Federal.
A mundana companhia:
Inspirados pela militância política dos artistas de teatro da cidade de São Paulo junto ao movimento Arte contra a Barbárie, Aury Porto e Luah Guimarãez fundaram a companhia no ano 2000. A partir daí, a cada projeto o grupo teria um novo corpo que daria vazão às ideias de continuidade e transitoriedade que seriam sua marca.
Apesar de elaborado desde a virada do século, o primeiro trabalho do núcleo artístico só foi realizado muitos anos depois, com a montagem A queda (2007), adaptação do romance de Albert Camus. Seguiram-se, ainda, os projetos Das Cinzas (2009), com texto de Samuel Beckett; O Idiota – uma novela teatral (2010), realizado a partir da obra homônima de Fiódor Dostoiévsky; Tchekhov 4 – Uma Experiência Cênica (2010), primeiro trabalho do diretor russo Adolf Shapiro com atores brasileiros, montado por ocasião do centenário de Anton Tchekhov; Pais e filhos (2012), adaptação do romance homônimo de Ivan Turguêniev também dirigida por Adolf Shapiro; e O Duelo (2013), criado a partir da novela de Tchekhov e a temporada anterior da mundana companhia no Rio de Janeiro, em 2014.
A mundana companhia se estabelece como uma das principais realizadoras de teatro contemporâneo do Brasil.
Ficha técnica:
Equipe propositora da Ocupação: Aury Porto, Cibele Forjaz e Luiza Lemmertz
Elenco: Aury Porto, Guilherme Calzavara, João Bresser, Luah Guimarãez, Luiza Lemmertz, Mariano Mattos Martins, Sylvia Prado, Vinícius Meloni e Washington Luiz Gonzales
Texto: Bertolt Brecht
Tradução: Christine Röhrig
Direção/Treinamento Cênico: Cibele Forjaz
Assistente de Direção: Gabriel Máximo
Direção de Cena: Renato Banti
Treinamento Corporal: Lu Favoreto
Treinamento Vocal Interpretativo: Lucia Gayotto
Arte/Cenografia: Flora Belotti
Assistente de Arte/Cenografia: Júlia Reis
Figurinos: Diogo Costa, Joana Porto e Rogério Pinto
Camareiro: Rogério Pinto
Luz: Alessandra Domingues
Assistência/Operação de Luz: Laiza Menegassi
Criação Musical: Guilherme Calzavara
Músico: Marcelo Castilha
Videos: Yghor Boy
Fotos: Renato Mangolin e Yghor Boy
Programação Visual: Mariano Mattos Martins
Assessoria de imprensa: Mônica Riani
Manutenção do Site: Yghor Boy
Idealização do Projeto/Coordenação de Produção: Aury Porto
Assistente de Produção: Mariana Oliveira e Lucas Cândido
Produção Executiva: Bia Fonseca
Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal
Serviço:
Na Selva das Cidades – Em Obras
Entrada Franca (Ingressos distribuídos na bilheteria 1h antes de cada apresentação)
Datas: de 11 a 26 de agosto (de terça a domingo, exceto nas quintas-feiras)
Horários: Terças, quartas e sextas-feiras, às 19h; sábados e domingos, às 18h
Duração:150 min
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Teatro de Arena
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca) Tel. (21) 3980-3815
Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 10h às 20h
Lotação: 200 lugares (mais 4 para cadeirantes)
Classificação indicativa: 14 anos – Acesso para pessoas com deficiência
Assessoria de Imprensa: Mônica Riani – Tel. (21) 98898-5575 /2235-5575 [email protected]
Assessoria de Imprensa da CAIXA Cultural Rio de Janeiro Tel. (21) 3980-3096 | 4097
www.caixacultural.gov.br|@imprensaCAIXA https://www.facebook.com/CaixaCulturalRioDeJaneiro
Fonte: Mateus Vasconcelos – [email protected] Em 04/08/2017.