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Os Incríveis transformou-se em uma das bandas mais famosas do Brasil, na mesma época dos Beatles e Rolling Stones.
Netinho, líder e fundador d´Os Incríveis, tem na bagagem inúmeros sucessos, passou com autoridade por diferentes movimentos musicais, tanto no Brasil como no exterior.
Lembrando que Netinho foi um dos integrantes do conjunto The Clevers, em 1963, que daria origem ao grupo Os Incríveis, com Mingo – vocal e guitarra / Risonho – guitarra / Manito – sax e Neno – baixo (substituído por Nenê em 1965).
Sucessos como “Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones”, “Vendedor de bananas”, “O milionário”, “Eu te amo meu Brasil”, “O vagabundo”, “Marcas do que se foi”, dentre outras músicas marcantes fazem parte deste grupo emblemático.
Em tempo: A banda continua alimentando a música a brasileira com shows e lançando trabalho inédito “A Paz é Possível” (via selo Discobertas) em que comemora “50 Anos de Carreira”, com participações especiais de Hibiki Family, Filó Machado, Mestrinho, Amon Lima, Daniel D’Alcântara, Pepe Cisneros, Michel Leme, Laércio da Costa e Quarteto Versão Brasileira.
Netinho, lendário baterista, fala sobre o novo trabalho, dentre outras coisas.
Reportagem por Elias Nogueira
CD “A Paz é Possível”, com canções próprias. Quando surgiu a ideia de gravar e lançar disco de inéditas?
– Pois é! Não foi fácil tomar essa decisão, mas acho que é de lei “renovar”. Na verdade, estas músicas foram gravadas há mais de cinco anos e não conseguimos lançar porque os empresários acharam diferentes do que o mercado exigia, ou seja, bom demais como disse Manoel Poladian. Isso nos deixou um pouco frustrado e engavetamos o projeto. De repente recebi uma proposta da comunidade japonesa para criar uma música hino da campanha mundial sobre a paz (em mais de 100 países). Esta foi a oportunidade que vimos em lançar junto as músicas, até então engavetadas.
O projeto “A Paz e Possível” (Peace Is Possible) visa mobilização de jovens em nível mundial, buscando criar consciência, advogar e comprometer-se com a paz mundial. A campanha tem como objetivo a construção de uma aliança de pessoas interessadas na mudança da sociedade atual com foco em um futuro mais pacífico. Conheça mais sobre o projeto no link www.youtube.com/watch?v=oR0gaXcBBtM
Numa época em que a música é basicamente descartável, onde Os Incríveis encontraram vontade e prazer em continuar trabalhando com shows e lançando disco?
– O que particularmente me motiva a continuar com Os Incríveis é justamente a companhia de músicos excelentes, principalmente o incentivo de meu maior parceiro que é meu filho, o multi-instrumentista Sandro Haick, produtor e arranjador do novo disco.
Sobre a formação inicial d´Os Incríveis. Saudade?
– Os Incríveis foi um carma bom que aconteceu na minha vida, e ainda por cima tive o privilégio de tocar com ótimos músicos, excelentes pessoas e amigos do coração; aprendi muito com eles. Saudade imensa!
Sobre Rita Pavone, em 1963, Netinho viajou pela Europa acompanhando a cantora italiana.
– Esse foi outro fato de suma importância que ajudou muito a alavancar a minha carreira e a fama da banda. Imagina aos 17 anos fazendo 40 shows pela Europa? Bom demais!
Passagem pela Jovem Guarda.
– Nossa passagem pela Jovem Guarda foi curta. Como tínhamos equipamento próprio adquirido na turnê pela Europa, viajávamos muito fazendo shows por todo Brasil – por esse motivo, sem tempo hábil não podíamos estar em SP todos os domingos para participar do programa, e também, logo depois fomos contratados pela TV Excelsior para ter o nosso próprio programa aos domingos, logo após o horário da Jovem Guarda.
Fale sobre a lendária banda Casa das Máquinas.
– Casa das Máquinas era pra ser uma continuação dos Incríveis, mas com a influência das novas bandas internacionais e principalmente dos novos companheiros que convidei para integrarem a banda, surgiu um som mais pesado e mais roqueiro. Foi uma grande vitória fazermos shows pelo Brasil em estádios lotados.
“Amor e Caridade – volumes 1 e 2” – discos solo do baterista Netinho.
– Sempre fui espírita, e quando resolvi parar com Casa das Maquinas, por motivos particulares – fui morar num sitio distante 200 km da capital de SP junto com a família, e lá fazíamos música juntos. Daí surgiu á ideia de chamar um pessoal para compor e gravar. Foi talvez, o trabalho mais gratificante da minha vida. Fizemos dezenas de shows beneficentes.
Sobre a formação e o momento atual d´Os Incríveis.
– Bem, o momento atual da música está bastante complicado e eu atribuo isso ao empresariado em geral que querem ganhar dinheiro fácil. Mas como eu disse, tenho apoio dos meus companheiros e tocar com músicos bons é outro papo. Quando estou no palco esquecemos tudo, tanto que a banda nunca ensaia. Nosso show nunca é igual um ao outro. E assim vamos até onde Deus quiser. Os Incríveis são: Netinho – bateria, Sandro Haick – guitarra e voz, Rubinho Ribeiro – voz e guitarra, Leandro Weingaertner – baixo e voz e Bruno Cardozo – teclados.
Paul McCartney, Ringo Starr, Rolling Stones, Erasmo Carlos, dentre outros artistas contemporâneos, continuam tocando ao vivo e gravando discos. Em algum momento você pensou em parar?
– Não, nunca pensei em parar. Música é minha vida.
Segue o link da Spotify para ouvir “A Paz é Possível” https://open.spotify.com/album/0fBPKi9WJN9yBhYeFW2P0L?si=Ktk9ZMY-S6aQe6gfYIr02g
Fonte: Elias Nogueira [email protected] em 24/10/2018.