Dourados continua como a melhor referência no turismo em Mato Grosso do Sul
História:
As terras do atual município de Dourados eram habitadas por povos indígenas das Etnias Terena, Kaiowa e Guarani. No entanto, pela dificuldade do Estado em realizar o processo de legalização de terras para esses povos que estavam ali durante o processo de colonização e ocupação por pessoas da sociedade nacional foi realizada uma “reserva” de terra para todo o contingente de famílias indígenas que viviam na região. Hoje, cerca de 12,500 índios das três etnias vivem em um pedaço de terra ínfimo comparado ao que utilizavam antes da década de 1950 na Reserva Indígena de Dourados, localizada a apenas 5 quilômetros do centro da cidade.
Em 1870, com o término da Guerra do Paraguai, iniciou-se um povoamento mais efetivo nessa região, que foi percorrida também pelos espanhóis e bandeirantes em busca de riquezas naturais. Em 1884, formou-se o povoado de São João Batista de Dourados, próximo ao Rio Dourados.
Em 1909, cerca de 50 pioneiros (destacava-se nesse grupo Januário Pereira de Araújo e Joaquim Teixeira Alves) que iniciam um trabalho apoiado na criação de um patrimônio.
Pela da Lei nº 658, de 1914, Dourados é elevado a distrito do município de Ponta Porã, e sua abrangência incluía os dois distritos policiais existentes na época (que foram criados em 1910). Foi aí que surgiu o Distrito de Paz. Nessa época algumas pessoas já haviam fixado residência com suas famílias na região.
A vila se desenvolvia quando, pelo decreto estadual de nº 30 de 20 de dezembro de 1935, foi oficialmente criado o município de Dourados, sendo desmembrado de Ponta Porã em 22 de janeiro de 1936. Seu primeiro prefeito nomeado foi João Vicente Ferreira.
Em 13 de setembro de 1943 foi criado o Território Federal de Ponta Porã pelo presidente Getúlio Vargas, que abrangia os municípios de Dourados, Porto Murtinho, Miranda, Nioaque, Bela Vista, Ponta Porã, Maracaju e Bonito (sendo Ponta Porã sua capital). Este durou apenas três anos (1943 a 1946), sendo reintroduzido ao estado de Mato Grosso em 7 de janeiro de 1947. Em 11 de outubro de 1977 Dourados passa a fazer parte do atual estado de Mato Grosso do Sul.
Significado do Nome:
Seu nome vem da primeira metade do século XIX, onde formou-se o núcleo populacional de São João Batista de Dourados, nome que tomou o povoado por ser próximo ao rio Dourados.
Turismo e Eventos:
Dourados continua como a melhor referência no turismo em Mato Grosso do Sul, e a infraestrutura turística obteve 54 pontos, a sustentabilidade do município 27 pontos e gestão. Em Mato Grosso do Sul só é mais bem preparado para o turismo que Dourados a cidade de Bonito.
Todo o trabalho de organização e incentivo ao desenvolvimento do turismo no governo é feito pelo Núcleo de Turismo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável.
Dourados está preparada para receber cada vez melhor o turista. A realização de grandes eventos, como a Feira do Empreendedor, Dourados Brilha, as festas juninas, o carnaval, e a Festa do Peixe contribui para consolidar Dourados como polo turístico de eventos.
A cidade também sedia regularmente simpósios, encontros e reuniões de abrangência nacional.
Os festivais gastronômicos também são um sucesso. Patrimônio histórico cultural, tombado, o monumento é uma referência na cidade. Homenageia os primeiros colonizadores e trabalhadores do município, retratando décadas de luta e trabalho de um povo. Significa o marco inicial da colonização.
Museu Histórico e Cultural, foi revitalizado e reimplantado com técnicas museográficas. Possui um vasto acervo de objetos, fotos, rouparia, equipamentos e documentação, o museu resgata a história da chegada dos primeiros desbravadores até a implantação da colônia agrícola.
Antes da colonização, a região de Dourados era habitada pelas tribos Terena e Kaiwa. A modernidade chegou, porém, a presença dos descendentes é marcante até hoje, constituindo uma das maiores populações indígenas do Brasil. Mais de onze mil índios vivem em uma reserva de 3.600 hectares, na estrada para Itaporã.
Responsáveis por tecer a história da cidade, os colonizadores são reverenciados através do Monumento ao Colono e do Museu Histórico e Cultural, que reúne fotos, roupas, equipamentos e documentos. Outras heranças dos imigrantes são a Catedral Imaculada Conceição, com imagem da santa trazida da França; e a Usina Velha – apesar de estar em ruínas, ainda preserva a chaminé, a fornalha e a caldeira, o que vale a visita.
O verde toma conta de Dourados e faz dos parques e praças os pontos de encontro preferidos dos moradores da cidade. No Parque Antenor Martins, os destaques são as centenas de árvores nativas que abrigam uma expressiva população de aves. O espaço oferece ainda lagoa, pedalinhos, pista de caminhada e quiosques – os mesmos atrativos estão à disposição também nos parques Arnulpho Fioravante e dos Ipês.
No quesito compras, o artesanato é a melhor opção. Espalhadas ao longo da BR-163, as barracas oferecem trabalhos em madeira confeccionados na Vila São Pedro – são peças de decoração, utilitários domésticos e até móveis. A cultura também se faz presente nas muitas festas e eventos que movimentam a cidade o ano todo. Os imigrantes japoneses, que se dedicaram ao cultivo de café, organizam a Japão Fest, em novembro. Já a proximidade com o Paraguai (120km) incentiva a Fiesta Paraguaya, que acontece no mês de maio.
Fonte: Guia do Turismo Brasil, Férias Brasil e Férias e Turismo.