Greenpeace denuncia roupas com substâncias químicas potencialmente perigosas para a saúde.
A roupa impermeável para esportes ou atividades ao ar livre contém elementos químicos potencialmente perigosos para a saúde e o meio ambiente, alertou nesta segunda-feira a organização ambientalista Greenpeace.
“No total, foram submetidas a teste 14 peças de roupas para mulheres e crianças de marcas ‘outdoor’ com compostos perfluorados (PFC) e outros produtos tóxicos”, explica o Greenpeace em seu site alemão.
Foram encontrados PFC em todas as peças da marca Gore-Tex, por exemplo.
Os compostos perfluorados são polímeros químicos usados por sua resistência ao calor, por sua impermeabilidade e pela capacidade para afastar o pó. Estão presentes em inúmeros objetos da vida diária como tecidos antiaderentes, produtos contra manchas ou certas embalagens de alimentos.
“Os PFC, como o ácido perfluorooctanoico (PFOA), se concentram no meio ambiente, nos alimentos e na água potável e também têm um impacto sobre a saúde humana”, afirma o Greenpeace.
Os dois laboratórios independentes que realizaram as análises encomendadas pelo Greenpeace também encontraram concentrações suspeitas de PFOA em produtos das marcas The North Face, Patagonia, Jack Wolfskin, Kaikkialla, e uma calça para crianças da marca Marmot.
A organização ambientalista lançou em 2011 uma campanha chamada Detox contra a contaminação da água pela indústria química.
Nota: Vejam a nota original, em inglês, no site do Greenpeace:
http://www.greenpeace.org/international/en/news/Blogs/makingwaves/the-cost-to-our-water-for-some-protection-fro/blog/42788/
Matéria da AFP, no Yahoo Notícias.Publicada no Portal EcoDebate, 29/10/2012.
Produtos tóxicos detectados em roupa de 14 grandes marcas.

foto LAURENT FIEVET / AFP
Legenda: Activistas da Greenpeace protestaram, ontem, à porta de uma loja da Adidas, em Hong Kong.
Vestígios de substâncias químicas tóxicas, susceptíveis de afetar os órgãos reprodutivos de seres vivos, foram detectados em produtos de catorze grandes fabricantes de vestuário, anunciou, esta terça-feira, a Greenpeace em Pequim.
Entre as marcas colocadas em causa pela não governamental (ONG) de defesa do ambiente figuram a Adidas, a Uniqlo, a Calvin Klein, a Li Ning, a H&M, a Abercrombie & Fitch, a Lacoste, a Converse e a Ralph Lauren.
A Greenpeace comprou em 18 países várias peças de vestuário destas marcas, fabricadas na China, no Vietname, na Malásia e nas Filipinas e posteriormente submeteu os têxteis para análise.
“Éthoxylates de nonylphénol (NPE) foram detectados em dois terços destas amostras”, explicou numa conferência de imprensa em Pequim Li Yifang, durante a apresentação do relatório “Dirty Laundry 2 (Roupa suja 2)”.
Os éthoxylates de nonylphénol (NPE) são produtos químicos frequentemente utilizados como detergentes em numerosos em processos industriais e na produção de têxteis naturais e sintéticos.
Derramados nos esgotos, decompõem-se em nonylphénol (NP), um subproduto muito tóxico.
“O nonylphénol é um perturbador hormonal”, sublinhou Li Yifang, precisando que a substância pode contaminar a cadeia alimentar e pode acumular-se nos organismos vivos, ameaçando a fertilidade, o sistema de reprodução e o crescimento.
“Não é apenas um problema para os países em desenvolvimento, onde são fabricados os têxteis. Como quantidades residuais de NPE são libertadas quando o vestuário é lavado, os produtos são derramados em países onde o seu uso é proibido”, insistiu Li Yifang.
No mês passado, a Greenpeace tornou público o “Dirty Laundry (Roupa Suja)”, um relatório que mostrou como os fornecedores das grandes marcas têxteis poluem a água de certos rios chineses com as suas descargas químicas.
Na sequência desta publicação, as marcas Puma e Nike comprometeram-se a eliminar dos seus processos de fabrico qualquer substância química tóxica até 2020.
Em contrapartida, a Adidas limitou-se “a um comunicado vago, sem compromisso da sua parte”, indicou Li Yifang.
Publicado no site do Greenpeace.