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Há um Brasil torto e errado. Todos sabem. Os animais estão com fome e sede porque seus habitats estão sendo destruídos, com essa destruição vem a ruptura da cadeia alimentar. O retorno galopante da fome no Brasil agora ultrapassa os humanos. As estatísticas dizem que já tínhamos 12 milhões de humanos famintos e agora passamos para 14 milhões. Não é só, elas também dizem que mais de 100 milhões e brasileiros estão em insegurança alimentar.
Dados do Inpe indicam que em julho de 2021 foram registrados 4.977 focos de incêndio na Amazônia. Trata-se de um aumento de 116% em comparação com o mês anterior, que já havia registrado o maior número de focos de queimadas dos últimos 14 anos para junho no bioma. Muitos desses focos, porém, podem ser previstos com a ajuda da tecnologia.
Exemplo é a metodologia desenvolvida por um professor e pesquisador da PUCPR. Disponível desde 2015 e testada no Parque Nacional Chapada das Mesas, no Maranhão, a metodologia utiliza inteligência artificial para identificar focos de queimadas a partir de satélites com taxa de precisão de 85%.
Terras queimadas, na verdade, têm menor fertilidade e maiores taxas de erosão, exigindo que os agricultores compensem com fertilizantes. Em uma reportagem especial, o PNUMA revela o verdadeiro custo das queimadas. A agência explica que as chamas e os incêndios florestais que se espalham a partir delas são a maior fonte mundial de carbono negro, uma ameaça para a saúde humana e ambiental.
Com a seca extrema enfrentada pelo Pantanal em 2021, o fogo já começa a preocupar especialistas. Embora o número de queimadas no primeiro semestre ainda seja bem mais baixo que no mesmo período do ano passado, o bioma está enfrentando uma estiagem ainda mais severa, que deixa a comunidade científica em alerta para evitar que se repita a tragédia de 2020. Depois de uma temporada excepcionalmente seca em 2019, os incêndios bateram recordes inimagináveis no ano passado, produzindo a maior devastação já registrada na história do Pantanal.
Os satélites mostram que foram 2.308 focos de calor, o que representa um aumento de 2,6% em relação a junho de 2020, quando já havia sido batido o recorde histórico. Esse novo aumento vem na mesma semana em que o governo federal decide manter o mesmo plano que fracassou de maneira incontestável nos últimos dois anos: uma moratória do fogo e o envio de forças armadas, por meio do decreto de uma GLO (Garantia da Lei e da Ordem), para combater o desmatamento e as queimadas na Amazônia.
Os focos de calor no mês de outubro de 2020 já foram 73% superiores ao do mês de setembro e também é superior a anos anteriores. Esta espiral do fogo e do desmatamento, porque os dois estão diretamente relacionados, vem consumindo a biodiversidade brasileira e ameaçando a sobrevivência das comunidades indígenas. Também, mudanças no uso do solo e o agronegócio são os principais vetores de emissão dos gases de efeito estufa (GEE), que intensificam o aquecimento global, o que coloca o Brasil como o sétimo maior emissor do mundo.
Não bastassem a corrupção que continua roubando preciosos recursos que deveriam ser destinados `a saúde pública e `a presença da COVID 19 que continua infectando, trazendo sofrimento e mortes no Brasil inteiro, os Estados que integram os biomas do Pantanal, do Cerrado e da Amazônia estão, literalmente sob uma densa camada de fumaça e fuligem, oriunda de dezenas de milhares de focos de incêndio, muitos dos quais criminosos.
Em um ano, a Amazônia perdeu 6.536 km² de floresta nativa, um aumento de 29% em comparação com o ano anterior. A análise compreende os meses entre agosto de 2019 e julho de 2020, período classificado como calendário do desmatamento. Entre os meses analisados, março foi o que registrou o maior aumento na devastação da Amazônia. No último mês de julho, foram derrubados 1.147 km² de área verde.
Pesquisa aponta frigoríficos e produtores de soja com maior risco de serem associados a queimadas. Commodities agrícolas foram as grandes responsáveis por incêndios na Amazônia, segundo estudo que cruza dados da Nasa com cadeias de suprimentos das empresas. Em agosto do ano passado, imagens dos incêndios na Amazônia atraíram a atenção do mundo todo. Chefes de governo, organizações multilaterais, ambientalistas e celebridades manifestaram preocupação com o futuro da maior floresta tropical do planeta.
Prezadas(os) Leitoras(es) da Câmara de Cultura e da Revista Cidadania & Meio Ambiente, Informamos que a edição Edição n° 60 da Revista Cidadania & Meio Ambiente, ISSN 2177-630X, já está disponível para acesso e/ou download na página da revista no Portal da Câmara de Cultura. Para acessar a edição e/ou fazer o download clique aqui.