Busca
-
Mais Recentes
Foto: PNUMA AGRID Arendal/Lawrence Hislop.
O lixo marinho afeta comunidades e mares em todas as regiões do mundo, e impacta negativamente a biodiversidade, a pesca e as economias costeiras. Foto: PNUMA AGRID Arendal/Lawrence Hislop
O constante acúmulo de lixo nos oceanos do mundo é um “enorme desafio” e uma crescente ameaça aos ecossistemas marinhos do planeta com pleno potencial para provocar “consequências socioeconômicas significativas”, alertaram especialistas, políticos e delegados no último dia do 16° Encontro Mundial das Convenções Marítimas Regionais e Planos de Ação do Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA), na última quarta-feira (01).
O evento foi realizado em Atenas, na Grécia, em meio à crescente preocupação global sobre a acumulação de resíduos de plástico nos oceanos e mares. Um problema, que segundo os especialistas, pode representar cerca de 13 bilhões de dólares em danos à vida e habitats marinhos, e que exige uma solução abrangente.
Na ocasião, foi criado um “plano visionário” que busca traçar um caminho para a gestão dos oceanos na próxima década, em especial nas áreas de extração, governança, impactos da mudança climática, e a acidificação e poluição dos oceanos. “Ter um plano vai nos manter, e aqueles que nos seguem, com foco nos resultados que precisamos alcançar nas próximas décadas”, disse a coordenadora do PNUMA sobre Água Doce e Ecossistema Marinho, Jacqueline Alder.
Além disso, em amplo consenso, foi alertado que os microplásticos merecem mais atenção e seu impacto físico e biológico sobre os ecossistemas marinhos deve ser melhor analisado. Também foi aconselhado uma abordagem de três níveis para combater o lixo marinho em nível nacional, regional e municipal para diminuir a carga que geralmente cabe aos municípios de administrar o descarte de resíduos sólidos.
Fonte: ONU Brasil. Publicado no Portal EcoDebate, 07/10/2014. www.ecodebate.com.br