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A mudança climática é uma prioridade urgente para a Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA), o fundo do Banco Mundial para os mais pobres.
Sem um desenvolvimento rápido, inclusivo e adaptado ao clima, as mudanças climáticas poderão resultar em mais de 100 milhões de pessoas a mais na pobreza até 2030.
O Nordeste do Brasil é citado como área em risco em novo relatório. Períodos prolongados de seca extrema podem provocar impactos devastadores na produção agrícola na região.
As mudanças climáticas e seus desdobramentos, como os desastres naturais, as perdas de safras e a propagação de doenças, podem deixar mais de 100 milhões de pessoas na pobreza até 2030, destacou o Banco Mundial. Em novo relatório, a organização avaliou as relações entre a miséria e as transformações do clima. Situações e iniciativas brasileiras foram mencionadas na pesquisa.
De acordo com a agência, até 2030, as mudanças climáticas podem provocar perdas de até 5% na produção da agricultura. Esse valor pode chegar a 30%, até 2080. Os preços dos alimentos também serão afetados. Na África, por exemplo, poderá ser registrado um aumento de até 12%, até 2030, e 70%, até 2080.Também é esperada uma maior incidência de doenças como malária, diarreia e nanismo.
De acordo com o levantamento, os mais pobres são os mais suscetíveis e enfrentam um alto risco quanto aos choques associados ao clima, como a queda no volume de chuvas, ondas de calor e enchentes. “A mudança climática atinge os mais pobres da forma mais dura e nosso desafio agora é proteger dezenas de milhões de pessoas de caírem na extrema pobreza”, afirmou o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim.
Para o dirigente, a erradicação da pobreza, que é o eixo da nova agenda global adotada pelos Estados-membros em setembro, só será possível se medidas inteligentes forem tomadas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa.
O relatório aponta que o nordeste do Brasil é uma das regiões da América Latina em risco de enfrentar períodos extremos de seca, além de uma expansão das zonas áridas, o que pode provocar escassez de água e afetar a produção de pequenos agricultores.
No entanto, instrumentos eficazes ajudam a reverter esse quadro negativo. É o caso do Cadastro Único, sistema de registro para a transferência de benefícios como o Bolsa Família, elogiado pelo relatório por possibilitar um rastreamento eficaz das populações que precisam de assistência e são vulneráveis a choques econômicos e desastres, como enchentes. Outros programas, como o Bolsa Floresta e o Terra Legal, também foram destaque por associarem distribuição de benefícios (em dinheiro ou em outras formas) a exigências que reduzem o desmatamento. (ONUBr)
Fonte: Portal eCycle e Portal EcoDebate. Em 07/11/2016.