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A população mundial passou de 1 bilhão em 1800 para quase 8 bilhões de habitantes em 2020, enquanto o número de árvores no mundo caiu de 6 trilhões para 3 trilhões de unidades, segundo o estudo de Bastin et. al. (05/07/2019). Mas o pior é que os seres humanos estão destruindo 15 bilhões de árvores por ano, enquanto o aparecimento de novas unidades e o reflorestamento é de somente 5 bilhões. Ou seja, o Planeta está perdendo 10 bilhões de árvores por ano e pode eliminar todo o estoque de 3 trilhões de árvores em 300 anos.
A NDC anunciada é insuficiente e imoral. A redução de 43% nas emissões em 2030 não está em linha com nenhuma das metas do Acordo de Paris de limitar o aquecimento global a menos de 2°C ou a 1,5°C. Ela nos levaria a um mundo cerca de 3°C mais quente se todos os países tivessem a mesma ambição. Imoral porque, num momento em que dezenas de países começam a aumentar significativamente a ambição de suas metas, em linha com novas recomendações da ciência, o Brasil oferece um esforço adicional de apenas 6%, que já estava proposto antes mesmo de o Acordo de Paris ser adotado. O mundo mudou, mas as metas do Brasil não.
A mudança climática continuou sua marcha implacável em 2020, que está prestes a ser um dos três anos mais quentes já registrados. 2011-2020 será a década mais quente já registrada, com os seis anos mais quentes desde 2015, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial.
Estamos no início de uma extinção em massa e vocês só conseguem falar em dinheiro, ou na fábula do eterno crescimento econômico: como ousam! Passou pouco mais de um ano desde o vibrante discurso de Greta Thunberg na Cúpula da Ação Climática em Nova York, mas pouco parece ter mudado em termos de soluções para a crise climática em curso. O que preocupa não é apenas o degelo cada vez mais rápido, sintoma evidente de uma mudança de época, mas também a lentidão dos governos em adotar medidas adequadas à rápida evolução desse preocupante cenário.
“O que está em jogo são negatividades: perdas, devastação e ameaças” Ulrich Beck (1944-2015) O relatório “The human cost of disasters: an overview of the last 20 years (2000-2019)” da UNDRR (United Nations Office for Disaster Risk Reduction) publicado no dia 13/10/2020 para marcar o Dia Internacional para Redução do Risco de Desastres, confirma que
Nesse período de tempo pandêmico em nosso cotidiano, onde boa parte da população foi compelida pela necessidade e o bom senso a ficar reclusa, podemos verificar que, por motivos pessoais, como tantas outras pessoas, ficamos também um pouco recônditos e reflexivos. As experiências vividas por todos nós, permite-nos saber que quase sempre o isolamento nos leva a reflexões das mais pueris, até pensarmos seriamente em nossa própria existência. É bastante provável que muitas cabeças no mundo, nesse momento, tenham passado por esse processo de reflexão e muitas outras ainda estejam a refletir sobre o que estamos vivendo. Aqui em nosso País, é mais fácil poder afirmar isso. Afinal, estamos acossados por uma pandemia agônica e devastadora que parece não cessar mais. De acordo com a OMS, cientistas e especialistas em infectologia, este vírus não desaparecerá propriamente.
O Dia da Sobrecarga da Terra (Earth Overshoot Day), neste ano de pandemia, acontece em 22 de agosto de 2020. Este dia marca o momento em que o sistema de produção e consumo absorveu todos os insumos naturais renováveis oferecidos pelo planeta previstos para os 12 meses do ano. É o dia em que a civilização global sai do verde do superávit ambiental para entrar no vermelho do déficit ambiental.
Bilhões de toneladas de dióxido de carbono podem ser perdidos na atmosfera devido aos solos das florestas tropicais serem significativamente mais sensíveis às mudanças climáticas do que se pensava anteriormente. As emissões de carbono dos solos das florestas tropicais – que armazenam um quarto do carbono do solo mundial – podem aumentar dramaticamente se as temperaturas continuarem subindo de acordo com as previsões atuais, dizem os pesquisadores.
A Agroecologia é um tema importante a ser discutido, em comparação à agricultura convencional. Os processos herdados da ‘‘revolução verde’’, não consideram a ecologia local e são baseados na intensa utilização de agroquímicos, tendo como consequências danos à saúde, ao meio ambiente e à biodiversidade. Isto, por si só, já justifica a adoção de práticas agrícolas de base agroecológicas.
Uma análise das novas projeções do modelo climático por pesquisadores australianos do Centro de Excelência em Extremos Climáticos da ARC mostra que o sudoeste da Austrália e partes do sul da Austrália verão secas mais longas e mais intensas devido à falta de chuva causada pelas mudanças climáticas. Mas a Austrália não está sozinha. Em