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Por meio da atuação da Cooperafloresta, produtos ecológicos advindos das agroflorestas conciliam geração de renda e atendimento a pessoas em situação de insegurança alimentar, à conservação dos recursos naturais. No total, 126 mil pessoas são atendidas pelo PAA com alimentos ecológicos agroflorestais da Associação dos Agricultores Agloflorestais de Barra do Turvo/SP e Adrianópolis/PR
A compra de gêneros alimentícios pelo governo se configura, atualmente, como uma alternativa viável de distribuição e circulação da produção das famílias agricultoras agroflorestais,pouco integradas ao mercado convencional.
A demanda é evidente, e exemplos de sucesso não faltam. A Cooperafloresta (Associação dos Agricultores Agloflorestais de Barra do Turvo/SP e Adrianópolis/PR) beneficia oito instituições pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com alimentos agroflorestais consumidos por cerca de 126 mil pessoas, entre jovens e adolescentes em situação de risco; idosos; e famílias de baixa renda.
Diversidade não falta. Cerca de 20 tipos de produtos, entre frutas, verduras, grãos e hortaliças, nos períodos de baixa de produção, e de até 70 variedades, incluindo a sazonalidade de alguns produtos. Já à mesa das famílias agricultoras e comunidades tradicionais associadas à Cooperafloresta, uma variedade de mais de 100 produtos para autoconsumo.
O trabalho é resultado da atuação da Cooperafloresta e conta com o apoio do projeto ‘Frutos da Agrofloresta: Gerando alimentos, renda e cidadania entre famílias agricultoras e quilombolas’, patrocinado pela Petrobrás através do programa Petrobrás Desenvolvimento e Cidadania.
Canais de vendas
Ao mercado institucional (compras governamentais e alimentação escolar) se somam outros canais de vendas (as feiras ecológicas; empreendimentos da Economia Solidária; compras coletivas em Curitiba e em Barra do Turvo) desenvolvidos pela Cooperafloresta, que demonstram que a comercialização coletiva, de forma direta, nos mercados locais e regionais, colabora com a promoção, cada vez maior, do consumo consciente e responsável.
A consequência, uma vertente de ação política que alia o interesse das pessoas em se alimentar melhor à compreensão de que estão contribuindo para o fortalecimento da agricultura familiar e para a conservação dos recursos naturais.
Perspectiva de comercialização coletiva para 2013 é a de superar a marca de 800 toneladas
Os números apontam que onde há demanda e iniciativas que visam a estimular a comercialização e geração de renda pelas famílias agricultoras, há perspectivas cada vez mais positivas. A produção agroflorestal é de cerca de 1.000 ton/ano, com uma evoluçãode rentabilidade de 960% entre 2005 e 2012 – passando da marca de R$ 83.000,00 para R$ 800.000,00. Deste total 80% dos produtos agroflorestais são comercializados coletivamente. E a perspectiva para 2013 é a de superar a marca de 800 toneladas sendo escoados nos diversos canais de vendas: mercado institucional (compras governamentais e alimentação escolar), feiras ecológicas, empreendimentos da Economia Solidária; compras coletivas em Curitiba e em Barra do Turvo.
“Esta perspectiva de incremento na comercialização é decorrente da ampliação das áreas de plantio e da articulação de todos os envolvidos na Associação para agregar novos agricultores agroflorestais associados”, ressalta o engenheiro agrônomo, técnico da Cooperafloresta, NelsonCorreia Netto.
Comercialização coletiva
O sucesso deste projeto está na atuação diária, e em todas as frentes, da Cooperafloresta. A Associação realiza, desde 2003, a comercialização de forma coletiva, reunindo a produção dos associados e encaminhando para os diversos canais de mercado. Nelson Correia Netto lembra que o respeito à sazonalidade dos alimentos é fundamental. “Decorrente disso, a abundância de produtos varia”.
Por trás da comercialização, há muita atuação da Associação. Para acompanhar e assessorar as famílias agricultoras na produção, agroindustrialização, certificação e comercialização dos seus produtos, a Cooperafloresta possui uma equipe formada por técnicos e agentes multiplicadores. Os agricultores agroflorestais também recebem assessoria técnica nos processos de organização, formação e capacitação.
Certificação participativa
Um dos importantes instrumentos para facilitar o acesso ao mercado é a certificação da qualidade ecológica dos alimentos produzidos nas agroflorestas, já que é importante identificar aos consumidores os produtos produzidos sob os preceitos de respeito ao meio ambiente, de solidariedade e cooperação, resgate e valorização das culturas tradicionais e de valorização de pessoas e da vida.
Para tanto, os produtos agroflorestais das 112 famílias da Cooperafloresta são certificados pela Rede Ecovida de Agroecologia, através de um processo participativo que envolve produtores, consumidores e organizações de assessoria técnica.
A Cooperafloresta participa de 19 redes e no projeto ‘Frutos da Agrofloresta: Gerando alimentos, renda e cidadania entre famílias agricultoras e quilombolas’conta com a parceria da EMBRAPA Florestas; EMATER Antonina, EMATER Morretes; Prefeitura Municipal de Antonina; Prefeitura Municipal de Morretes, Parque Estadual do Rio Turvo.
Sobre a Cooperafloresta
A Cooperafloresta, fundada em 2003, atua diretamente com 112 famílias agricultoras e Quilombolas. Promove o fortalecimento da agricultura familiar assessorando os processos de organização, formação e capacitação das famílias agricultoras, planejamento dos sistemas agroflorestais, além do beneficiamento, agroindustrialização, certificação participativa e comercialização da produção.
http://cooperafloresta.org.brhttp://frutosdaagrofloresta.org.br/
Matéria de Josi Basso – [email protected]
Publicada pelo Portal da Câmara de Cultura em 02/03/2013.